Saúde Pública
publicado em 03/11/2012 às 10h55:00
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Foto: Antonio Scarpinetti/Ascom/Unicamp
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Professora Silvana Moreira, orientadora do estudo, em laboratório do LNLS Vista do aterro Delta: concentração de chumbo é de 100 vezes o valor permitido.
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Professora Silvana Moreira, orientadora do estudo, em laboratório do LNLS
Vista do aterro Delta: concentração de chumbo é de 100 vezes o valor permitido.

O aterro sanitário Delta, para onde é enviado praticamente todo o lixo do município de Campinas, no interior de São Paulo, possui altas concentrações de metais pesados em suas águas superficiais e subterrâneas. Elementos como chumbo, cromo, níquel, zinco e cobre também foram identificados em quantidades excessivas nos aterros Parque Santa Bárbara e lixão da Pirelli, ambos desativados há mais de duas décadas. Constatou-se ainda nos dois antigos aterros a presença de metais tóxicos oriundos do chorume, líquido proveniente do lixo em decomposição.

Os contaminantes, com alto nível de toxicidade e potencial cancerígeno, foram detectados pela engenheira ambiental Bruna Fernanda Faria, durante trabalho de pesquisa desenvolvido na Universidade de Campinas (Unicamp) e orientado pela Professora Silvana Moreira.

" As águas subterrâneas e superficiais formam os mananciais de onde são retiradas as águas para o consumo do município. Portanto, a presença de metais pesados, com teores acima dos valores máximos permitidos pela legislação, é capaz de colocar em risco a saúde da população" , alerta Bruna.

Nas águas subterrâneas do aterro Delta foram encontradas, por exemplo, concentrações de chumbo 100 vezes maiores do que aquelas admitidas pela legislação. A presença dos metais níquel e cromo ultrapassaram, em alguns casos, 10 vezes os padrões estipulados pelos órgãos ambientais. No estudo foram considerados como referências as concentrações máximas estabelecidas pelas normas da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) e do Conselho Estadual de Meio Ambiente (Conama).

As águas subterrâneas apresentam naturalmente em sua composição a presença de metais, porém em concentrações baixas. Acumulações acima daquelas que podem ser consideradas naturais representam riscos à população e ao ecossistema, adverte a engenheira. " Tornam-se necessárias, portanto, medidas que evitem o contato direto e o consumo pela população das águas contaminadas. Sugerimos ainda ações para o controle da poluição, adequação dos sistemas de tratamento existentes e desenvolvimento de projetos mais eficientes" , propõe.

Com informações da Unicamp

Fonte: Isaude.net
   Palavras-chave:   Aterros sanitários    Metais pesados    Campinas    Câncer    Unicamp    Universidade de Campinas    Engenharia ambiental    São Paulo   
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