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publicado em 29/10/2012 às 08h34:00
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Foto: Zhang Zhiwei/Stock Photo
Extrato do feijão mung (Vigna radiata) protege contra a sepse
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Extrato do feijão mung (Vigna radiata) protege contra a sepse

Pesquisadores do The Feinstein Institute for Medical Research, nos EUA, descobriram que um feijão comumente usado na culinária chinesa protege contra a sepse.

Extrato do feijão mung (Vigna radiata), nativo da Índia, aumenta o tempo de vida de camundongos com infecção generalizada grave do organismo.

Estudos anteriores mostraram que uma proteína do ácido desoxirribonucleico (DNA), HMGB1, controla a inflamação. A inflamação é necessária para manter uma boa saúde. Sem ela, feridas e infecções nunca iriam se curar. No entanto, a inflamação persistente e constante pode danificar tecidos e órgãos e levar a doenças como sepse.

A sepse afeta cerca de 750 mil americanos a cada ano, 28 a 50% dos quais morrem a partir da condição, e custa ao sistema nacional de saúde quase US $ 17 bilhões anuais.

A condição é uma complicação potencialmente fatal de uma infecção ou lesão, e ocorre quando produtos químicos liberados na corrente sanguínea para combater a inflamação desencadeiam infecções por todo o corpo. O resultado é que órgãos ficam danificados, incluindo coração, fígado, pulmões, rins e cérebro. Se o dano for excessivo, ele pode ser irreversível.

Neutralizar a proteína HMGB1 protege contra a inflamação persistente e constante que resulta em danos para o tecido e órgãos. Haichao Wang e seus colegas descobriram que o extrato do feijão mung (Vigna radiata), comumente usado na culinária chinesa e na medicina tradicional, reduziu a liberação de HMGB1, aumentando assim as taxas de sobrevivência de camundongos com sepse de 29,4 a 70%.

"Muitas ervas medicinais tradicionais foram desenvolvidas com sucesso em terapias eficazes para várias doenças inflamatórias, e agora validamos o potencial terapêutico do extrato de feijão mung. Demonstrar que esse feijão tem um efeito positivo em ratos sépticos mostra promessa de que ele também possa ter efeito positivo sobre os seres humanos. Mas, mais estudos são necessários para provar o uso seguro e eficaz em pacientes humanos com infecções generalizadas", conclui Wang.

O estudo foi publicado na revista Evidence-based Complementary and Alternative Medicine (eCAM).

Fonte: Isaude.net
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