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publicado em 19/10/2012 às 12h52:00
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Programa "Escola Móvel" implantado em Santos.

Projeto de lei apresentado na Câmara Municipal de Santos, no litoral paulista, vai garantir aos alunos/pacientes o direito de manter a escolarização durante o período de internação hospitalar, atendimento ambulatorial ou permanência prolongada em domicílio.

O projeto teve como base o Programa " Escola Móvel" , do Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer (GRAACC), e é voltado para crianças, adolescentes e famílias dos pacientes.

A Lei vai permitir que professores concursados e com treinamento específico acompanhem o aluno/paciente em todas as disciplinas da Educação Infantil, incluindo o processo de Alfabetização, estudos para o ENEM, provas que os alunos pretendam realizar, até o ingresso na faculdade, além de concursos públicos.

" O objetivo da Escola Hospitalar engloba não apenas o direito do aluno estudar. A escola e o professor são essenciais na vida de todos e não podem se afastar no momento em que uma criança ou jovem mais precisam. A continuação do estudo vai dar coragem para o aluno/paciente e seus pais diante de uma doença grave ou crônica" , enfatiza o atual presidente da Câmara Municipal de Santos, Manoel Constantino, que apresentou o projeto.

Segundo dados do GRAACC, o Programa " Escola Móvel" mudou o comportamento das famílias e dos próprios alunos/pacientes, os quais se afastavam da escola por considerarem o tratamento médico mais importante em relação aos estudos.

Até o ano 2000, 49% das crianças e adolescentes desistiam do ano escolar, e atualmente apenas 7% não continuam os estudos.

Para Constantino a " Escola Hospitalar" terá muitos desafios: " A escola tradicional não tem condições e preparo para entender o tempo destes pacientes. Tudo muda. Treinar os professores para adequar o currículo escolar à nova condição física e psicológica do aluno é parte essencial deste Projeto, que prevê contar com parceria das secretarias de Ensino e Saúde de Santos" , afirma.

Diferente da escola regular, professor-hospitalar não conta em seu cotidiano, apenas com aulas pré-planejadas, pois dificilmente elas alcançam as necessidades dos alunos em tratamento médico. Isso acontece por tratar-se de doenças que afetam muito o emocional de pacientes e familiares. " Como o foco é manter o aluno motivado, as aulas podem ser dadas em qualquer espaço disponível dentro de um hospital, ou seja, não há necessidade de grandes transformações nestes locais para continuar a aprendizagem, a não ser boa vontade" , destaca Constantino.

Fonte: Isaude.net
   Palavras-chave:   Escola hospitalar    Doenças crônicas    Escola hospitalar    Alfabetização   
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