Saúde Pública
publicado em 19/10/2012 às 12h33:00
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Cientistas da Duke University Medical Center, nos EUA, mostraram que a luz ultravioleta (UV) é capaz de matar certas bactérias resistentes a medicamentos em maçanetas, mesas de cabeceira e outras superfícies de quartos de hospitais.

A pesquisa sugere que esse tratamento pode ser uma possível arma na luta para reduzir as infecções hospitalares no futuro.

"Infecções hospitalares são associadas a morbidade e mortalidade entre os pacientes. Embora existam várias fontes para estas infecções, o ambiente hospitalar por si só pode desempenhar um papel importante. Os resultados deste estudo sugerem que a luz UV pode eliminar bactérias de quartos de hospitais e reduzir o risco de infecção por esses patógenos bacterianos em ambientes de saúde. Isso seria um resultado a beneficiar todos os pacientes", afirma a pesquisadora Liise-anne Pirofski.

Raios ultravioletas de ondas curtas (UV-C), que são prejudiciais aos microrganismos, têm sido utilizados na purificação do ar, de alimentos e da água e para esterilizar equipamentos em laboratório. Este estudo demonstra que a sua aplicação médica pode oferecer novas estratégias para a redução de infecções hospitalares.

O líder da pesquisa Deverick J. Anderson e seus colegas realizaram o estudo a fim de verificar se a luz ultravioleta pode ser utilizada para eliminar três dos patógenos mais problemáticos e melhorar a limpeza dos quartos dos pacientes.

O estudo focou em pacientes infectados com as bactérias Clostridium difficile, ou C. diff, que pode provocar sérios problemas intestinais. Acinetobacter, que pode causar pneumonia grave, e methicillin-resistant Staphylococcus aureus (MRSA).

Cada bactéria pode sobreviver por períodos prolongados em superfícies.

Depois que os pacientes tiveram alta, os pesquisadores retiraram múltiplas culturas de cada um dos cinco locais específicos nos quartos de hospitais, áreas com alto índice de toque, como cama, controles remotos e banheiros. Uma máquina especial com oito lâmpadas UV montada em uma coluna central foi então posicionada estrategicamente em cada quarto e ligada por até 45 minutos para erradicar ambas as bactérias vegetativas e esporos de bactérias.

Quinze mais culturas foram retiradas dos mesmos locais em cada quarto, e as contagens pré e pós-tratamento de bactérias foram comparadas.

O número de unidades formadoras de colônia de bactérias (UFCs) caiu vertiginosamente. Por exemplo, 52 UFCs de Acinetobacter foram vistas antes da irradiação, mas apenas 1 UFC depois, contabilizando uma eliminação de cerca de até 98,1%.

"Não podemos propor que a luz UV seja a única forma de limpeza de quartos, mas em uma era de crescente resistência aos antibióticos, a luz poderia se tornar uma importante adição ao arsenal dos hospitais e clínicas", conclui Anderson.

A pesquisa foi publicada na IDWeek 2012.

Fonte: Isaude.net
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