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publicado em 18/10/2012 às 11h55:00
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Foto: Georgia Health Sciences University
Dr. Sharad Ghamande, principal investigador do estudo
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Dr. Sharad Ghamande, principal investigador do estudo

Pesquisadores da Georgia Health Sciences University, nos EUA, descobriram que um dispositivo comum de controle de natalidade é eficaz no tratamento de câncer de endométrio em estágio inicial.

A pesquisa sugere que o dispositivo intrauterino (ou DIU) pode oferecer um tratamento de baixo custo para todas as mulheres com este tipo de câncer.

O câncer de endométrio, que se inicia no revestimento do útero, é o terceiro câncer ginecológico mais comum, atingindo mais de 47 mil mulheres americanas a cada ano, principalmente as obesas. "Histerectomia total, às vezes, com a remoção de gânglios linfáticos, é o tratamento padrão para este tipo de câncer. Mas as mulheres que estão com obesidade mórbida ou que possuem fatores de risco cardíaco não podem receber a cirurgia", explica o pesquisador Sharad Ghamande.

Por dois anos, Ghamande e sua equipe seguiram um pequeno grupo de pacientes de alto risco com adenocarcinoma endometrióide em estágio inicial, um subtipo comum de câncer de endométrio, e aqueles com hiperplasia endometrial atípica, ou espessamento da mucosa uterina, que pode levar ao câncer.

Os pacientes foram tratados com o dispositivo intrauterino que libera o hormônio progestina levonorgestrel, utilizado com sucesso na última década como método contraceptivo.

A espessura do endométrio foi medida com ultrassom transvaginal antes do estudo e após três e seis meses. A diminuição progressiva da espessura em cada fase demonstrou a eficácia do tratamento. Biópsias endometriais subsequentes mostraram reversão do crescimento anormal de células, conhecidas como alterações neoplásicas, em todos os pacientes.

A equipe também analisou 13 estudos já publicados e encontrou uma resposta patológica completa em 91,3% dos casos, sem progressão da doença, confirmando suas conclusões.

Segundo os pesquisadores, o estudo também valida a utilização de ultrassom transvaginal, comumente utilizado para diagnosticar o câncer endometrial, como uma ferramenta de seguimento útil na avaliação do tratamento da doença.

"Os tratamentos tradicionais pode resultar em complicações pós-operatórias e de morbidade, não apenas em pacientes de alto risco. Mas nós podemos ter sucesso na criação de uma abordagem de baixo risco e mais eficaz para gerenciar este tipo de câncer em todas as mulheres", conclui Ghamande.

Fonte: Isaude.net
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