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publicado em 14/10/2012 às 13h13:00
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Foto: Antoninho Perri/Unicamp
José Elias Vidalón e a professora Wu Shin-Ting.
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José Elias Vidalón e a professora Wu Shin-Ting.

Pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) desenvolveram três ferramentas destinadas a auxiliar médicos no diagnóstico de lesões cerebrais sutis, por meio da exploração de neuroimagens de ressonância magnética 3D (MRI) no padrão DICOM. Com os recursos, que foram integrados ao protótipo denominado Visual Manipulation ToolKit (VMTK), os usuários podem interagir com as imagens no seu espaço nativo, promovendo cortes não convencionais e ampliando, destacando e realçando as regiões de interesse.

" As ferramentas foram testadas por neurocientistas, e os resultados foram animadores" , afirma José Elías Yauri Vidalón na Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação da Unicamp, observando que a interface para as ferramentas ainda precisa sofrer aperfeiçoamentos.

De acordo com o pesquisador, o objetivo do estudo foi criar ferramentas para facilitar o diagnóstico de lesões cerebrais, especialmente aquelas mais difíceis de serem visualizadas nas imagens geradas por ressonância magnética, como as lesões displásicas no córtex cerebral. Estas lesões são responsáveis por uma parcela significativa de epilepsias refratárias ao tratamento medicamentoso. Ele destaca que a complexidade estrutural do cérebro humano e as diferenças anatômicas individuais do crânio muitas vezes interferem na interpretação das neuroimagens. " Quando a lesão é muito pequena, e dependendo do ponto onde ela está localizada, o diagnóstico se torna ainda mais complicado de ser feito" , explica.

Técnicas

As técnicas desenvolvidas por Vidalón procuram justamente superar essas dificuldades. A primeira é denominada de " função de transferência" ou " janelamento" . Por intermédio dela, o usuário consegue criar diversas formas de mapeamento dos valores de intensidade das imagens de ressonância magnética em escalas de cinza ou paletas de cores, o que favorece a percepção de variações sutis que dificilmente poderiam ser observadas pelas técnicas convencionais. " Através do editor interativo de funções de transferência não monotônicas, o especialista pode criar, por exemplo, contrastes. Na mesma tela, ele também pode observar os cortes laterais convencionais, que lhe servem de referência. Assim, o usuário tem como explorar livremente a amostra, até perceber alguma eventual variação" , detalha.

A segunda ferramenta é uma sonda volumétrica que pode ser posicionada em qualquer ponto do espaço nativo das imagens de ressonância magnética pelo mouse. Esta, apresentada na forma de esfera, tem a função de delimitar a área de interesse, destacando-a do conjunto. Ao usá-la em associação com a função de transferência, o usuário pode, então, realçar somente a região destacada, propiciando uma classificação localizada dos tecidos cerebrais. " No estágio atual, esse tipo de interatividade é importante, dado que ainda não conseguimos produzir algoritmos que segmentem os tecidos cerebrais de modo totalmente automático" , afirma a professora Wu Shin-Ting, orientadora do trabalho.

Lente móvel

Como existem lesões sutis localizadas em áreas de difícil visualização, Vidalón concebeu, ainda, uma lente móvel, que funciona como uma espécie de lupa. Desse modo, é possível inspecionar o elemento mais básico da imagem tridimensional, que é o voxel, o que tende a tornar o diagnóstico mais preciso. " A percepção de níveis de cinza varia de indivíduo para indivíduo. Então, recursos que permitam realçar, estabelecer contrastes e tornar a visualização da amostra mais nítida constituem importante ajuda para que os médicos identifiquem as eventuais anomalias" , reforça a professora Wu Shin-Ting.

Conforme a docente da FECC, além de continuar trabalhando para aperfeiçoar as ferramentas já desenvolvidas, seu grupo tem outras ambições. " Também sob a inspiração do Fernando, estamos pensando em partir, futuramente, para um sistema integrado incluindo o planejamento neurocirúrgico e a neuronavegação em uma mesma plataforma, o que poderia não só minimizar ainda mais as dimensões de vias de acesso às lesões, como também aumentar a precisão nas intervenções cirúrgicas. Isso representaria uma quantidade razoável de degraus acima do que estamos fazendo hoje." , adianta.

Com informações de Campinas

Fonte: Isaude.net
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