Saúde Pública
publicado em 11/10/2012 às 15h33:00
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Mulheres estudadas apresentaram níveis mais altos de cortisol depois de más notícias
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Mulheres estudadas apresentaram níveis mais altos de cortisol depois de más notícias

Notícias ruins divulgadas pelos meios de comunicação aumentam a sensibilidade das mulheres a situações estressantes, mas não têm um efeito semelhante sobre os homens, de acordo com um estudo realizado pela Universidade de Montreal.

"Embora as notícias por si só não resultassem em um aumento dos níveis de estresse, elas tornaram as mulheres mais reativas, afetando suas respostas a situações estressantes a que foram expostas mais tarde", explicou Marie-France Marin, autora da pesquisa. " Além disso, as mulheres foram capazes de lembrar mais dos detalhes das histórias negativas. Estas condições, estranhamente, não foram observadas entre os participantes do sexo masculino."

Os pesquisadores acreditam que fatores evolutivos podem explicar a diferença das reações entre homens e mulheres, observando que outros cientistas têm considerado que o papel histórico feminino de se responsabilizar pela sobrevivência dos filhos pode ter influenciado a evolução do sistema de estresse feminino. Esta teoria explicaria por que as mulheres se tornaram mais suscetíveis a ameaças indiretas. "Mais estudos devem ser realizados para melhor compreender como o gênero, as diferenças geracionais e outros fatores socioculturais afetam a nossa experiência, como indivíduos, da informação negativa que perpetuamente nos rodeia", disse Marin.

Veja o Abstract do estudo

O estudo

Os pesquisadores pediram a 60 pessoas, divididas em quatro grupos para lerem notícias reais. Em seguida coletaram amostras de saliva com objetivo de analisar o hormônio cortisol, um biomarcador do nível de estresse.

Um grupo de homens e um grupo de mulheres leram notícias neutras, sobre assuntos tais como a abertura de um novo parque ou a estreia de um novo filme, enquanto os outros dois grupos leram notícias " pesadas" como assassinatos ou acidentes. As amostras de saliva foram analisadas uma segunda vez para se determinar o efeito destas matérias.

Os participantes foram então confrontados com uma série de tarefas padronizadas envolvendo memória e intelecto possibilitando aos pesquisadores avaliarem as reações a cada situação estressante. No dia seguinte, eles foram chamados para falar sobre o que tinham lido.

Fonte: Isaude.net
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