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publicado em 14/10/2012 às 13h00:00
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Pesquisadores da University of California Irvine, nos EUA, descobriram que a doença renal crônica altera a composição de micróbios intestinais que desempenham um papel crucial na proliferação de patógenos causadores de doenças e mantém o equilíbrio de micronutrientes.

Alteração profunda da população microbiana do intestino pode influenciar na produção de toxinas urêmicas, causam inflamação local e sistêmica e anormalidades nutricionais em pacientes com doença renal avançada.

Os resultados sugerem que uma dieta contendo alimentos ricos em fibras pode garantir uma melhora na composição dos micróbios do intestino e o consequentemente no bem-estar dos pacientes.

O líder do estudo N.D. Vaziri e seus colegas estudaram DNA microbiano extraído de fezes coletadas de um grupo de pacientes com insuficiência renal e de indivíduos controles saudáveis. Eles descobriram diferenças significantes no excesso de cerca de 190 tipos de bactérias no microbioma intestinal de pessoas com doença renal confirmou os resultados de um estudo simultâneo de ratos com e sem doença renal crônica.

Vaziri explica que os produtos ricos em resíduos de azoto (principalmente ureia e o ácido úrico, que são normalmente excretados pelos rins) são acumulados nos fluidos corporais de pacientes com insuficiência renal. Isto conduz à libertação massiva destes produtos residuais no trato gastrointestinal, propiciando o crescimento de espécies microbianas que podem se beneficiar destes compostos.

O médico esclarece ainda que o impacto desta inundação do intestino por resíduos de produtos nitrogenados em pacientes em um estágio avançado da doença, é agravado por restrições alimentares em frutas e legumes, que contém as fibras não digeríveis, das quais os micróbios intestinais se alimentam.

Isto ocorre porque as frutas e vegetais contém grandes concentrações de potássio, um mineral geralmente excretado pelos rins. Em casos de insuficiência renal, os níveis de potássio são elevados, e podem inclusive levar o paciente a uma parada cardíaca.

Uma solução proposta por Vaziri seria proporcionar tratamentos de diálise mais longos e frequentes. O que permitiria que uma quantidade maior de potássio fosse removida por diálise e permitiria uma concentração maior de potássio na dieta. Outra alternativa seria a utilização de alimentos ricos em fibras que não contêm potássio e podem ser utilizado como suplemento dietético.

Fonte: Isaude.net
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