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publicado em 11/10/2012 às 10h50:00
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Foto: Stony Brook Medicine
Dr. Yingtian Pan (a esq.) e Congwu Du, com o dispositivo ótico Doppler 3D
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Dr. Yingtian Pan (a esq.) e Congwu Du, com o dispositivo ótico Doppler 3D

Pesquisadores da Stony Brook University, nos EUA, desenvolveram uma técnica de tomografia 3D de alta resolução que torna visível os efeitos da cocaína sobre a restrição do fornecimento de sangue nos vasos, incluindo pequenos capilares, no cérebro.

O estudo fornece novas evidências sobre a micro-isquemia cerebral induzida pelo uso da droga que pode causar acidente vascular cerebral (AVC).

O AVC é um dos riscos médicos mais graves do abuso de cocaína. O fluxo sanguíneo cerebral é interrompido devido aos efeitos vasoativos da droga, e a pesquisa mostrou que o processo contribui para derrames em dependentes de cocaína.

Um tratamento eficaz ainda não foi descoberto em função do pouco conhecimento sobre os mecanismos subjacentes que causam alterações vasculares cerebrais resultantes do abuso de cocaína. Métodos de neuroimagem atuais que podem revelar pistas sobre os mecanismos subjacentes que causam restrição do fluxo sanguíneo cerebral, como ressonância magnética e tomografia computadorizada, são de alcance limitado.

A nova técnica de neuroimagem oferece um método promissor para investigar mudanças estruturais nas pequenas redes neurovasculares do cérebro que podem estar implicadas no derrame.

No trabalho, os pesquisadores descobriram que a cocaína administrada em doses equivalentes às normalmente tomadas por viciados causa constrição nos vasos sanguíneos que inibem o fluxo de sangue no cérebro por diferentes períodos de tempo.

As artérias, veias e capilares do cérebro, e até mesmo os vasos menores, foram afetados pelas doses. O fluxo sanguíneo cerebral foi significativamente reduzido dentro de apenas dois a três minutos após a administração da droga. Em alguns vasos, a diminuição no fluxo chegou a 70%. O tempo de recuperação para os vasos sanguíneos variou.

Os resultados mostraram ainda que a cocaína interrompeu o fluxo sanguíneo cerebral em alguns ratos por mais de 45 minutos. Este efeito tornou-se mais pronunciado após administração repetida de cocaína.

"Nosso estudo revelou evidências de micro-isquemias cerebrais induzidas pela cocaína em vários modelos experimentais, e fomos capazes de claramente visualizar o processo e os efeitos vasoativos a nível microvascular. Essas alterações clínicas comprometem a oferta de oxigênio para o tecido cerebral tornando-o vulnerável à isquemia e morte neuronal", conclui o investigador principal Yingtian Pan.

Fonte: Isaude.net
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