Profissão Saúde
publicado em 09/10/2012 às 18h13:00
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Foto: Prefeitura de Guarujá/Governo de São Paulo
Agentes comunitários de saúde durante visita domiciliar no Guarujá, São Paulo
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Agentes comunitários de saúde durante visita domiciliar no Guarujá, São Paulo

Para que um usuário do Programa " Estratégia Saúde da Família" tenha acesso a tratamento na área de Saúde Mental, é essencial a identificação da doença pelo agente comunitário de saúde. Entretanto, segundo pesquisa na Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP) da USP, falta uma linguagem comum à equipe para que a doença seja identificada com mais facilidade.

O estudo foi realizado pela enfermeira Tatiana Maria Coelho Veloso com 16 profissionais vinculados à equipe de Estratégia da Saúde da Família na Unidade Básica de Saúde, da cidade de Guaiúba, Ceará, entre janeiro e fevereiro de 2011. Ela identificou e analisou as ações de saúde mental desenvolvidas por profissionais da equipe, entre eles, médico, enfermeiro, dentista e agentes comunitários.

Chamou a atenção da pesquisadora repetição constante do uso de psicotrópicos e da consulta médica como aspectos centrais da assistência em saúde mental. Ela explica que não " questiona a importância dessas condutas, mas a exclusividade delas como forma de cuidado" .

Diferentes identificações

Entre as diferentes formas utilizadas para a identificação do transtorno mental, ela verificou que alguns profissionais se baseavam na observação da manifestação comportamental, enquanto outros faziam o diagnóstico pela utilização de medicamentos psicotrópicos. Segundo a pesquisadora, essas informações são frágeis para a identificação do transtorno, pois está no contato com o paciente e sua família o êxito das ações de saúde mental, " mas é preciso melhorar o processo de identificação e para isso falta uma linguagem comum à equipe" , relata Tatiana.

Os agentes comunitários de saúde foram citados como importantes na identificação e acolhimento inicial do sofrimento mental, uma vez que integram a comunidade atendida. Apesar disso, dificuldades nessa relação do agente com a comunidade foram observadas pelo estudo. Tatiana comenta que algumas famílias podem apresentar resistência quanto ao papel do agente. " Em alguns casos, pode haver falta de confiança no trabalho deles ou da equipe, e medo de ter sua privacidade invadida. Além disso, o transtorno mental e suas manifestações ainda são vistos com forte estigma, dificultando a busca por ajuda, e, consequentemente, a realização do tratamento necessário" , explica.

Como ponto positivo, os agentes destacaram a escuta como uma forma de cuidado em saúde mental. " Essa atividade é realizada nos atendimentos em consultório, nas visitas domiciliares ou nos ambulatórios e recepções. Mesmo a equipe demonstrando utilizar a escuta em seu cotidiano, esta ação ainda é uma atividade secundária em processo de valorização" , avalia.

Reconhecimento de ações em saúde mental

Para a pesquisa, Tatiana utilizou o método da observação e avaliou as ideias que permeavam o termo saúde mental. " Não havia uma definição única entre os profissionais; como eles reconheciam no dia a dia as pessoas ou familiares com necessidade de intervenção no campo da saúde mental; os caminhos vividos pelos pacientes após esse reconhecimento e algumas particularidades que envolviam o cotidiano do serviço, como a utilização dos psicotrópicos e a escuta" .

Na avaliação de Tatiana, o reconhecimento que a equipe tem de suas ações, tendo como objetivo a demanda em saúde mental, não foi uma tarefa fácil. " Os profissionais pareciam não reconhecer, em suas próprias práticas, onde e como eles trabalhavam questões relativas à saúde mental. Mas apesar da dificuldade inicial, a equipe apresentou e discutiu algumas formas utilizadas para realizar essa identificação" .

O mestrado Ações de saúde mental desenvolvidas no cotidiano de uma equipe de Estratégia Saúde da Família: possibilidades e limites foi orientado pela professora Maria Conceição Bernardo de Mello e Souza, da EERP, e defendida em maio deste ano.

Fonte: USP
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