Ciência e Tecnologia
publicado em 08/10/2012 às 22h48:00
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Uma esperança para os pacientes que aguardam nas longas filas por um transplante de coração já começa a se tornar realidade, principalmente para a população atendida nos serviços do Sistema Único de Saúde (SUS). Trata-se de uma bomba de sangue de baixo custo desenvolvida pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), no interior de São Paulo.

O dispositivo, ainda em fase de testes, é o primeiro do país a empregar somente tecnologia nacional. Isso permitirá redução significativa nos custos de produção do equipamento, segundo o tecnólogo em saúde Bruno Utiyama da Silva, que desenvolveu a bomba de sangue como parte de seu mestrado na Faculdade de Engenharia Mecânica (FEM) da Unicamp. A tecnologia também é desenvolvida em parceria com o Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, Centro de Tecnologia da Marinha do Brasil e a Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP).

" Atualmente, as bombas de sangue são utilizadas por pouquíssimos pacientes no Brasil devido aos preços inviáveis para grande parcela da população. Na maioria das vezes, os dispositivos são importados dos Estados Unidos a valores que podem variar de R$ 120 mil a R$ 800 mil. Fazendo uma estimativa, com este modelo será possível trabalhar ao custo final de 10% do preço da bomba mais acessível norte-americana, ou seja, R$ 12 mil" , justifica o pesquisador.

Simples e durável

O pesquisador Bruno da Silva explica que o protótipo utiliza um sistema de fluxo contínuo, diferentemente da maioria das bombas de sangue, que são pulsáteis. " O coração natural funciona como uma bomba pulsátil. Por isso, as primeiras bombas que começaram a ser desenvolvidas também eram pulsáteis porque se imaginava que o sistema vascular era todo adaptado para este pulso. Mas, de uns tempos para cá, estudos vêm demonstrando que a assistência pode ser feita também com uma bomba de fluxo contínuo" , argumenta.

A vantagem da bomba de fluxo contínuo está nos seus componentes e na sua construção, que são mais simples do ponto de vista da engenharia. " As bombas de fluxo contínuo permitem um sistema mais simples e de menor dimensão. Para a engenharia, isto é importante, porque um sistema mais simples pode ser mais seguro. E a durabilidade da bomba aumenta muito também. Enquanto que as bombas pulsáteis têm um tempo de vida reduzido, esta tem uma boa vida útil. Há registros, na literatura, de pacientes que usam bombas de fluxo contínuo há mais de 6 anos" , conta.

Com informações da Unicamp

Fonte: Isaude.net
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