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publicado em 07/10/2012 às 10h00:00
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Pesquisadores da Queen Mary, University London, no Reino Unido, desenvolveram um novo teste genético capaz de detectar células pré-cancerosas em pacientes com lesões de aspecto benigno na boca.

O teste pode permitir que pacientes em risco recebam tratamento precoce, melhorando significativamente a chance de sobrevivência. Ensaios clínicos mostraram que o exame teve uma taxa de detecção de câncer de 91 a 94%.

O câncer de boca afeta mais de 6.200 pessoas no Reino Unido a cada ano e mais de meio milhão de pessoas em todo o mundo. A maioria dos casos é causada por fumo ou consumo de álcool.

Lesões de boca são muito comuns e apenas cinco a 30% podem se transformar em câncer. Se for detectada nos primeiros estágios, o tratamento pode ser curativo, mas até agora nenhum teste foi capaz de detectar com precisão as lesões que irão se tornar cancerosas.

O padrão atual de diagnóstico é a histopatologia, onde a biópsia do tecido retirado durante uma operação é examinada ao microscópio por um patologista. Este é um procedimento relativamente invasivo e permite o diagnóstico em estágios avançados quando as chances de sobrevivência são significativamente reduzidas.

"Um teste sensível, capaz de quantificar o risco de câncer de um paciente é necessário para tratamento precoce. A detecção do câncer em estágio inicial, juntamente com o tratamento adequado, pode melhorar os resultados dos pacientes, reduzir a mortalidade e aliviar a longo prazo os custos de saúde pública", afirma o líder do estudo Muy-Teck Teh.

O teste mede os níveis de 16 genes que são convertidos, por meio de um algoritmo de diagnóstico, em um "índice de malignidade", que quantifica a chance de a lesão se tornar cancerosa.

Ele é menos invasiva do que os métodos convencionais de histopatologia uma vez que requer apenas um pedaço de tecido de 1-2 mm, e leva menos de três horas, para obter os resultados, em comparação com mais de uma semana para o padrão histopatológico.

Segundo os pesquisadores, estudos preliminares têm mostrado resultados promissores, indicando que o teste pode, potencialmente, ser usado para identificação de pacientes com lesões suspeitas na pele ou na vulva, oferecendo a oportunidade de tratamentos precoces e menos invasivos.

A equipe ressalta que, apesar dos resultados, mais ensaios clínicos são necessários para avaliar os benefícios clínicos de longo prazo do teste para o câncer de boca.

Fonte: Isaude.net
   Palavras-chave:   Câncer de boca    Câncer oral    Teste genético    Queen Mary    University London    Muy-Teck Teh   
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