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publicado em 05/10/2012 às 19h20:00
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Pesquisadores da Universidade Politécnica de Valência, na Espanha, desenvolveram nanopartículas inteligentes capazes de liberar substâncias terapêuticas de forma seletiva nas células humanas envelhecidas.

Ensaios clínicos mostram que a abordagem tem potencial para ser utilizada no tratamento de doenças ligadas como câncer, Alzheimer ou Parkinson.

Segundo a equipe, este tipo de aplicação também pode ser útil para o desenvolvimento de terapias cosméticas de uso tópico que tenham efeito antirrugas e antienvelhecimento, ou aumentem a proteção contra a radiação UV, além de servir para combater a calvície.

"Pela primeira vez ficou demonstrado que podem ser liberadas substâncias selecionadas apenas nas células que estão em fase degenerativa ou senescentes e não em outras", observa o líder da pesquisa Ramón Martínez Máñez.

A senescência é um processo fisiológico do organismo para eliminar células envelhecidas ou com alterações que podem comprometer sua viabilidade. "Quando somos jovens, os mecanismos de senescência previnem, por exemplo, a aparição de tumores. Mas com o envelhecimento, as células senescentes vão se acumulando em órgãos e tecidos, alterando o funcionamento correto dos mesmos", explicam os autores.

A eliminação dessas células retarda o aparecimento de doenças associadas ao envelhecimento.

A equipe testou as novas nanopartículas em células de pacientes com uma síndrome de envelhecimento acelerado conhecida como Disceratose Congênita. As culturas de células apresentavam uma alta porcentagem de senescência, caracterizada por elevados níveis de atividade de beta-galactosidase, enzima característica do estado senescente.

"As células envelhecidas expressam esta enzima em excesso e as nanopartículas que desenhamos se abrem na presença dela, liberando seu conteúdo para eliminar as células senescentes, prevenir sua deterioração ou, inclusivamente, reativá-las para seu rejuvenescimento", explica Máñez.

A equipe conclui que as nanopartículas são uma oportunidade única para administrar compostos terapêuticos de forma seletiva nos tecidos afetados e resgatar a viabilidade e a funcionalidade dos mesmos

O próximo passo será testar os dispositivos com agentes terapêuticos e validá-los em modelos animais.

Veja mais detalhes sobre esta pesquisa (em inglês).

Fonte: Isaude.net
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