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publicado em 05/10/2012 às 12h52:00
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Foto: CLEBER A. TRUJILLO E ALEXANDER HENNING ULRICH/IQ-USP
Pesquisadores do Instituto de Química da USP demonstram que a bradicinina interrompe processo de apoptose celular no tecido cerebral de ratos
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Pesquisadores do Instituto de Química da USP demonstram que a bradicinina interrompe processo de apoptose celular no tecido cerebral de ratos

Pesquisadores do Instituto de Química da Universidade de São Paulo (IQ-USP) conseguiram demonstrar que a bradicinina - peptídeo com conhecida ação anti-hipertensiva - é capaz de reverter o processo de morte celular em condições que ocorrem durante uma isquemia cerebral. A pesquisa foi feita em colaboração com cientistas de Porto Rico. Resultados do estudo foram publicados na revista PLoS One.

" Em experimento feito com ratos, a bradicinina conseguiu reverter o processo de apoptose. Isolamos cortes de uma região do cérebro desses animais, o hipocampo, e colocamos em uma solução fisiológica. Em seguida, fizemos uma estimulação elétrica com eletrodos e medimos a atividade neuronal" , disse Alexander Henning Ulrich, coordenador do Projeto.

Para simular o que ocorre no cérebro após uma isquemia, os pesquisadores trataram o tecido com NMDA, causando uma invasão de cálcio nas células. A medição da atividade neuronal feita em seguida mostrou que 80% dos neurônios piramidais do hipocampo haviam iniciado o processo de apoptose. Mas, quando o tecido cerebral recebeu bradicinina após a exposição ao NMDA, a maioria das células foi resgatada da morte.

" Ainda estamos investigando qual é exatamente o mecanismo que confere à bradicinina esse efeito neuroprotetor. Nossa hipótese é que ocorre a ativação de uma sinalização que interrompe o processo de apoptose" , disse Ulrich.

Apesar dos resultados promissores, de acordo com o pesquisador é pouco provável que a bradicinina possa ser usada para tratar isquemia cerebral. Alguns estudos indicam que subprodutos resultantes da degradação da molécula, tais como a des-arg9-bradicinina, poderiam induzir efeitos adversos, agravando os danos causados pela isquemia.

" Nosso objetivo é descobrir uma substância análoga à bradicinina que tenha o efeito neuroprotetor sem as reações indesejadas" , disse.

Leia o artigo (em inglês) aqui.

Fonte: Isaude.net
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