Artigo
publicado em 27/09/2012 às 13h49:00
   Dê o seu voto:

 
tamanho da letra
A-
A+
Foto: APM
Renato Françoso Filho, representante (suplente) do Estado de São Paulo no Conselho Federal de Medicina
  « Anterior
Próxima »  
Renato Françoso Filho, representante (suplente) do Estado de São Paulo no Conselho Federal de Medicina

Desde os pacientes que contratam as operadoras de saúde a peso de ouro até os médicos que, na outra ponta, recebem as ridículas quantias repassadas pelas empresas concordam que, do jeito que está, não dá para ficar. Até aí nenhuma novidade.

Recentemente, até o próprio Maurício Ceschin, presidente da Agência Nacional de Saúde Suplementar, mostrou que também concorda com a maioria. Ele admitiu, em reunião na sede da APM, que as reivindicações sobre reajustes de honorários médicos são " adequadas e justas" .

Mas e então, como fica? Já que todos concordam, vamos acertar essa conta de uma vez por todas? Não, infelizmente não. No Brasil, a terra do " veja bem" , as coisas não são tão simples assim.

Nesse momento do acerto final, surgem reuniões, negociações e ponderações que tomam a cena. Muitas palavras, pouca ação e mais uma vez a frustração geral. Nisso o tempo vai passando e nós, médicos, continuamos usurpados nos nossos direitos básicos de profissionais " liberais" . Colegas endividados, contas no vermelho, consultórios fechando as portas, pacientes sem opção para atendimento, demora no agendamento de consultas são a realidade nua e crua do nosso dia a dia.

Em outro mundo e alheios aos problemas terrenos dos que adoecem e dos que vivem do trabalho, os atravessadores da saúde e sua ganância empresarial mantêm-se insensíveis à realidade, dando de ombros a todos (pacientes, médicos, ANS, órgãos de defesa do consumidor e quem mais vier) e seguem apresentando números cada vez mais vultosos nos seus balanços financeiros.

Apenas para citar um exemplo, a Amil, empresa top de reclamações no Procon, aumentou seu lucro líquido em 15,7% no primeiro trimestre de 2012 na comparação com o mesmo período do ano anterior, algo em torno de R$ 102,9 milhões, segundo o portal G1.

Cada vez mais temos que concordar com um velho amigo médico que dizia: " Os médicos não sabem a força que têm" . Tomara que um dia descubramos.

Fonte: APM
  • Indique esta NotíciaIndique esta Notícia
  • Indique esta NotíciaCorrigir
  • CompartilharCompartilhar
  • AlertaAlerta
Link reduzido: 
  • Você está indicando a notícia:
  • Para que seu amigo(a) receba esta indicação preencha os dados abaixo:

  • Você está informando uma correção para a matéria:


Receba notícias do iSaúde no seu e-mail de acordo com os assuntos de seu interesse.
Seu nome:
Seu email:
Desejo receber um alerta com estes assuntos:
planos de saude    saúde suplementar    atendimento    Agência Nacional de Saúde Suplementar    ANS    Renato Françoso Filho    Leonardo da Silva    APM   
Comentários:
Comentar
Deixe seu comentário
Fechar
(Campos obrigatórios estão marcados com um *)

(O seu email nunca será publicado ou partilhado.)

Digite a letras e números abaixo e clique em "enviar"

  • Twitter iSaúde
publicidade
Jornal Informe Saúde

Indique o portal
Fechar [X]
  • Você está indicando a notícia: http://www.isaude.net
  • Para que seu amigo(a) receba esta indicação preencha os dados abaixo:

RSS notícias do portal  iSaúde.net
Receba o newsletter do portal  iSaúde.net
Indique o portal iSaúde.net
Notícias do  iSaúde.net em seu blog ou site.
Receba notícias com assunto de seu interesse.
© 2000-2011 www.isaude.net Todos os direitos reservados.