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publicado em 26/09/2012 às 20h39:00
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Pesquisadores brasileiros conseguiram demonstrar que desacoplar os neurônios pode ser uma estratégia simples e eficaz para a neuroproteção - isto é, interromper processos de morte celular relacionados a doenças neurodegenerativas como Parkinson, Alzheimer e epilepsia. O estudo foi publicado na revista PLoS One.

Segundo Alexandre Kihara, líder da pesquisa e professor da Universidade Federal do ABC (UFABC), embora sejam historicamente menos estudadas que as sinapses químicas, sabe-se hoje que as sinapses elétricas do cérebro são fundamentais em diversas funções fisiológicas e cognitivas, como desenvolvimento, aprendizado, memória e percepção.

Estudos recentes têm mostrado, também, que a participação das junções comunicantes no acoplamento entre os neurônios está relacionada com o espalhamento da apoptose, ou morte celular.

" Na apoptose, que é um processo comum a todas as doenças neurodegenerativas, o neurônio altera sua programação interna para ' se suicidar' . Ocorre que, se um neurônio em apoptose estiver acoplado com um neurônio sadio - como mostra nosso estudo -, esse acoplamento permite a passagem de determinadas moléculas que aumentam a probabilidade de o neurônio sadio entrar em apoptose também" , disse Kihara.

Segundo Kihara, no entanto, os cientistas ainda estão investigando quais são as moléculas envolvidas no espalhamento da apoptose por meio do acoplamento entre os neurônios.

Aplicação potencial

A estratégia de neuroproteção utilizando diferentes moléculas que desacoplam neurônios foi também capaz de regular negativamente genes pró-apoptóticos como as caspases. " A estratégia se mostrou tão eficiente que foi reproduzida in vivo, resultando em diminuição da área afetada e da morte neuronal" , disse Kihara.

" Mostramos também que os neurônios que estão em apoptose mantêm a expressão de conexinas - que são proteínas responsáveis por formar os canais de junções comunicantes, permitindo a ocorrência do acoplamento. Isso é importante, porque assim pudemos eliminar a hipótese de que um neurônio em processo de apoptose pudesse deixar de expressar as proteínas que formam o canal de acoplamento" , disse.

Acesse a pesquisa na íntegra.

Fonte: Isaude.net
   Palavras-chave:   Neurônios    Morte celular    Parkinson    Alzheimer    Epilepsia    PLoS One    Universidade Federal do ABC    UFABC   
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