Ciência e Tecnologia
publicado em 26/09/2012 às 14h11:00
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Foto: Georgia Institute of Technology
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Criança durante testes para o estudo Gregory Abowd (a esq.) e James Rehg, analisando dados da pesquisa
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Criança durante testes para o estudo
Gregory Abowd (a esq.) e James Rehg, analisando dados da pesquisa

Pesquisadores da Universidade da Geórgia, nos EUA, desenvolveram novas ferramentas tecnológicas que podem melhorar a avaliação e o tratamento de crianças com autismo.

As inovações rastreiam automaticamente os comportamentos relevantes das crianças e permite um diagnóstico mais precoce da condição.

Uma das ferramentas, um sistema que utiliza óculos especiais de rastreamento e um software de análise facial para identificar quando uma criança faz contato visual com os óculos, foi criada pela combinação de duas tecnologias existentes para detecção automática do contato visual.

O outro é um sistema portátil que usa os acelerômetros para monitorar e classificar problemas de comportamento em crianças com distúrbios comportamentais.

Crianças com risco de autismo muitas vezes exibem marcadores distintos de comportamento desde uma idade muito jovem. Um desses marcadores é a relutância em fazer contato visual frequente ou prolongado com outras pessoas.

Segundo os pesquisadores, descobrir uma forma automatizada para detectar este e outros marcadores comportamentais seria um passo significativo para diagnosticar o autismo em uma parcela muito maior da população infantil.

Contato visual

O sistema de rastreamento de contato visual se baseia em um par de óculos disponível comercialmente que pode gravar o ponto focal do olhar de seu usuário. Pesquisadores capturaram o vídeo de uma criança por uma câmera colocada sobre os óculos, usado por um adulto que estava interagindo com a criança.

O vídeo foi então processado usando um software de reconhecimento facial. Combinando a capacidade dos óculos de rastrear o olhar do usuário com a capacidade do software para detectar a direção do olhar da criança, o resultado é um sistema capaz de verificar a existência de contato visual em um teste de interação com crianças aos 22 meses de idade com 80% de precisão.

"O olhar tem sido algo difícil de medir em laboratório e, normalmente, é muito trabalhoso, que envolve horas e horas de análise de frames de vídeos para identificar os momentos de contato com os olhos. O interessante sobre o novo método é que ele pode produzir estas medidas automaticamente e pode ser utilizado no futuro para medir contato visual fora do contexto laboratorial", afirma o pesquisador Jim Rehg.

Problemas de comportamento

O outro sistema consiste em sensores colocados sobre pulsos e tornozelos que usa os acelerômetros para detectar movimento do usuário. Algoritmos desenvolvidos pela equipe analisam os dados dos sensores para detectar automaticamente episódios de problemas de comportamento e classificá-los como agressivos, auto prejudiciais ou perturbadores.

Os pesquisadores testaram pela primeira vez os algoritmos colocando os sensores em quatro adultos que, juntos, realizaram cerca de 1.200 comportamentos diferentes, e o sistema detectou "problemas" comportamentais com 95% de precisão e classificou todos os comportamentos com 80% de precisão.

Eles então usaram os sensores em uma criança diagnosticada com autismo, e o sistema detectou episódios de problemas comportamentais da criança com 81% de precisão e os classificou com 70% de precisão.

"Nosso objetivo principal com este sistema de detecção via sensores é ser capaz de coletar dados sobre o comportamento da criança além das clínicas, em locais onde a criança passa a maior parte do seu tempo, como em casa ou na escola. Desta forma, os pais, professores e outras pessoas que cuidam da criança podem ser potencialmente alertados para momentos e situações quando ocorrem problemas de comportamento, para que possam resolvê-los imediatamente", afirma a pesquisadora Agata Rozga.

Segundo os pesquisadores, as tecnologias têm o objetivo de fornecer um rastreio mais eficaz e precoce da doença a milhões de crianças em todo o país, bem como melhorar o atendimento para pacientes já diagnosticados com autismo.

Fonte: Isaude.net
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