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publicado em 22/09/2012 às 11h26:00
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Pesquisadores da Harvard School of Public Health, nos EUA, descobriram que o consumo de bebidas adoçadas com açúcar, como refrigerantes, está ligado a uma maior susceptibilidade genética à obesidade.

O estudo reforça a visão de que fatores ambientais e genéticos podem atuar em conjunto para modelar risco de excesso de peso.

Os resultados mostram que a probabilidade de quem toma refrigerante diariamente engordar é o dobro de quem ingere menos de uma dose por mês.

"Nosso estudo fornece, pela primeira vez, evidências de que bebidas doces podem influenciar mutuamente o peso corporal e o risco de obesidade. As descobertas podem motivar mais pesquisas sobre as interações entre a variação genômica e fatores ambientais sobre a saúde humana", afirma o autor sênior do estudo Lu Qi.

A pesquisa se baseou em dados de três levantamentos que envolveram 121.700 mulheres, 25 mil mulheres e 51.529 homens, respectivamente. Desse total, foram analisados apenas 6.934 mulheres do primeiro trabalho, 4.423 homens do segundo e 21.740 mulheres do terceiro.

Todos os participantes completaram questionários sobre a frequência alimentar detalhando sua alimentação e consumo de bebidas ao longo do tempo.

Os participantes foram divididos em quatro grupos de acordo com a quantidade de bebidas açucaradas que consumiam: menos de uma porção por mês; entre 1 e 4 porções por mês; entre 2 e 6 porções por semana; e uma ou mais porções por dia.

Para representar a predisposição genética global, uma pontuação de predisposição genética foi calculada com base em 32 polimorfismos de nucleotídeo (sequências de DNA) conhecidos por estarem associados ao índice de massa corporal (IMC).

Os resultados mostraram que o efeito genético sobre o IMC e o risco de obesidade entre os que consumiam uma ou mais bebida doce por dia era cerca de duas vezes maior do que aqueles que consumiam menos de uma porção por mês.

A pesquisa sugere que o consumo regular de bebidas açucaradas, como refrigerantes, pode amplificar o risco genético de obesidade. Além disso, os indivíduos com maior predisposição genética para a obesidade parecem ser mais suscetíveis aos efeitos nocivos da bebida sobre o IMC.

"A implicação de nosso estudo é que os efeitos genéticos da obesidade podem ser compensado por escolhas mais saudáveis de alimentos e bebidas. Confirmamos que as bebidas doces são grandes contribuintes para a epidemia de obesidade", conclui o coautor Frank Hu.

O estudo foi publicado no New England Journal of Medicine.

Fonte: Isaude.net
   Palavras-chave:   Bebidas doces    Refrigerantes    Obesidade    Excesso de peso    Harvard School of Public Health    Lu Qi   
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