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publicado em 21/09/2012 às 10h16:00
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Abordagem pode melhorar tratamento de fobias, estresse pós-traumático e ataques de pânico
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Abordagem pode melhorar tratamento de fobias, estresse pós-traumático e ataques de pânico

Cientistas da Universidade de Uppsala, na Suécia, descobriram que memórias emocionais recém-formadas, em especial aquelas ligadas ao medo, podem ser apagadas do cérebro humano.

A pesquisa, que utilizou a exposição repetida, pode representar um avanço no tratamento de milhões de pessoas que sofrem de problemas de ansiedade como fobias, estresse pós-traumático e ataques de pânico.

Quando uma pessoa aprende algo, uma memória de longo prazo duradoura é criada com a ajuda de um processo de consolidação, o qual se baseia na formação de proteínas. Quando nos lembramos de algo, a memória se torna instável por um tempo e depois é reestabilizada por outro processo de consolidação. "Em outras palavras, pode-se dizer que não estamos lembrando o que aconteceu originalmente, mas sim o que lembramos a última vez que pensamos sobre o acontecimento. Ao interromper o processo de reconsolidação que se segue á lembrança, isso pode afetar o conteúdo da memória", explicam os autores.

A equipe liderada por Thomas Agren analisou o cérebro de voluntários enquanto eles eram expostos a uma experiência relacionada à formação do medo. A ressonância magnética revelou os rastros deixados pelo medo no cérebro.

Os voluntários foram expostos a uma imagem neutra e, simultaneamente, recebiam pequenos choques elétricos. Por consequência, relacionaram as duas coisas e passaram a ter medo da imagem.

Depois, eles foram separados em dois grupos. Um deles ficou muito tempo sem ver a imagem novamente e, quando viu, voltou a sentir medo.

No outro grupo, a imagem foi repetida várias vezes, sem o choque, interrompendo o processo de reconsolidação. Os resultados mostraram que, ao fim da experiência, esses voluntários já não tinham mais nenhum medo da foto, o que foi comprovado pela ressonância magnética.

Segundo os pesquisadores, por meio da exposição repetida, enquanto a memória do medo ainda está sendo ativada e está maleável, é possível interromper o processo de reconsolidação, tornando a memória neutra e não mais incitando o medo.

A equipe notou ainda que os vestígios dessa memória de medo também desapareceram da parte do cérebro que normalmente armazena esse tipo de memória.

"Estes resultados podem ser um avanço em pesquisas sobre a memória e o medo. Em última análise, as novas descobertas podem levar a melhores métodos de tratamento para milhões de pessoas no mundo que sofrem de problemas de ansiedade como fobias, estresse pós-traumático e ataques de pânico", conclui Agren.

Fonte: Isaude.net
   Palavras-chave:   Medo    Memórias    Ansiedade    Exposição repetida    Universidade de Uppsala    Thomas Agren   
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