Saúde Pública
publicado em 20/09/2012 às 16h27:00
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Uma em cada cinco brasileiras faz pelo menos um aborto até os 40 anos. A revelação integra as contundentes e pioneiras descobertas da Pesquisa Nacional de Aborto. Coordenado pelos professores da Universidade de Brasília Debora Diniz e Marcelo Medeiros, o estudo recebeu, nesta semana, nos Estados Unidos, o prêmio Fred L. Soper Award for Excellence in Health Literature.

Considerado o mais importante das Américas com referência à saúde pública, o prêmio é concedido pela Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) a estudos de alto impacto para a área. É a quarta vez que o Brasil recebe o prêmio e a primeira que pesquisadores da UnB são contemplados. A professora Debora Diniz representou os autores na cerimônia de premiação em Washington.

A pesquisa foi premiada por um de seus produtos: o artigo Aborto no Brasil: uma pesquisa domiciliar com técnica de urna, publicado em 2010 na revista Ciência & Saúde Coletiva. " Mas o artigo é apenas um entre vários produtos da pesquisa, que pretendeu deslocar o debate sobre aborto no Brasil do campo da moral e da religião para o campo da saúde pública" , disse o sociólogo e economista Marcelo Medeiros.

Meta alcançada, a pesquisa concluiu que, no Brasil, o aborto é, de fato, " um caso de saúde pública" , nas palavras do professor. Em primeiro lugar, há a expressiva constatação de que, aos 40, uma em cada cinco mulheres adultas que moram nos centros urbanos brasileiros já fez pelo menos um aborto. Em segundo, que aquelas que se submetem a abortos são " mulheres comuns, de todas as classes sociais, muitas vezes casadas e com religião" . E, em terceiro, que aproximadamente metade das mulheres que se submeteram ao aborto tiveram de ficar internadas em decorrência de complicações. O professor Marcelo observou também que, ainda que as formas de realizar o aborto variem muito no país, a pesquisa indicou que " o método dominante é o uso do medicamento abortivo Cytotec, proibido no Brasil" .

Outro importante resultado da pesquisa, segundo o professor, é que ela já se desdobrou em diversos outros artigos que abordam o tema, ainda controverso no Brasil, onde o aborto é considerado crime contra a vida. " O tema ainda é polêmico e precisa ser aprofundado para alcançar novas políticas que lidem com o aborto como um problema de saúde pública" , concluiu Marcelo, ressaltando que o país não tem de seguir modelos externos: " O Brasil precisa descobrir seu próprio caminho, de acordo com suas particularidades" .

Com informações da UnB

Leia aqui reportagem completa sobre o estudo.

Acesse o artigo aqui.

Fonte: Isaude.net
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