Saúde Pública
publicado em 18/09/2012 às 18h00:00
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Cientistas da London School of Hygiene & Tropical Medicine, no Reino Unido, descobriram um novo mosquito transmissor da malária no Quênia.

A pesquisa revela que a espécie, que nunca tinha sido implicada na transmissão da doença, representa uma ameaça porque pica o homem quando eles não estão protegidos por técnicas atuais de controle.

Os mosquitos Anopheles comumente capturados que transmitem a malária na África em geral preferem descansar dentro de casa e alimentar de seres humanos à noite. Isto levou ao desenvolvimento de programas para deter a propagação da malária tais como a pulverização de inseticidas nas casas e uso de mosquiteiros durante o sono.

No entanto, o mosquito encontrado na pesquisa é ativo ao ar livre e pica as pessoas no início da noite logo após o pôr do sol.

"Nós observamos que muitos mosquitos capturados, incluindo aqueles infectados com a malária, não se parecem fisicamente com outros mosquitos conhecidos por transmitir a doença. A análise indicou que seu DNA difere das sequências dos mosquitos conhecidos por transmitir a malária na África. Esses mosquitos não identificados são potencialmente perigosos porque são capazes de fugir das atuais intervenções para prevenir a malária. Desta forma, eles podem evitar a supressão completa de transmissão da doença nas regiões", afirma a autora da pesquisa Jennifer Stevenson.

Os pesquisadores montaram armadilhas para mosquitos nos interiores e exteriores das moradias em uma aldeia em Kisii nas terras altas do oeste do Quênia, uma área com transmissão de malária sazonal e instável.

Mais de 65% dos mosquitos foram capturados ao ar livre, a maioria antes das 10 horas da noite. 348 mosquitos foram identificados utilizando técnicas de sequenciamento de DNA dos quais mais de 40% foram desta espécie não identificada. Cinco mosquitos desta espécie carregavam os parasitas da malária e dois haviam se alimentado de seres humanos.

Os pesquisadores agora planejam uma vigilância entomológica maior e um foco na integração de uma ampla gama de ferramentas de controle da malária para lidar com a ameaça da transmissão ao ar livre.

"Essas descobertas nos lembram que a biologia básica de transmissão da malária é sutil e complexa: existem ainda muitas lacunas no nosso conhecimento e variações locais, que nós não compreendemos. Nós ainda não sabemos o que este espécime não identificado é", afirma o pesquisador Jo Lines.

Os investigadores acrescentaram que, como esses mosquitos têm sido até agora visto apenas em um local, no Quênia, é essencial que os turistas ainda se protejam com um mosquiteiro e com inseticidas de longa duração durante suas viagens.

Fonte: Isaude.net
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