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publicado em 15/09/2012 às 15h45:00
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Fragmento de miosina é uma
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Fragmento de miosina é uma "ferramenta molecular promissora" para combater tumores, segundo pesquisador da USP.

Pesquisa da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP identificou um fragmento de proteína que pode ser uma importante arma contra o câncer. O trabalho do biomédico Antônio Carlos Borges demonstra que um pedaço da miosina Va proteína motora responsável pelo transporte de algumas organelas , quando expresso individualmente, inibe o crescimento de tumores.

Para os testes, foram produzidas células tumorais capazes de expressar o fragmento e, em seguida, utilizadas para induzir tumores em camundongos. O resultado do estudo em animais foi satisfatório. Depois de 28 dias, enquanto quase 90% dos camundongos do grupo cujos tumores possuiam o fragmento de miosina continuavam vivos, pouco mais de 60% dos camundongos do grupo que tinha tumores normais haviam sobrevivido.

" Tentando fazer uma analogia, a miosina seria como um trem de carga com seus vagões, deslocando-se sobre trilhos. Nestes vagões poderiam ser transportadas diversas cargas, como moléculas, vesículas e organelas, inclusive " cargas perigosas" , como os fatores pró-apoptóticos. Se esses fatores pró-apoptóticos ' caíssem dos vagões' , seriam capazes de induzir a morte da própria célula" , explica o pesquisador.

" O que fizemos em nosso trabalho foi forçar a célula tumoral a fabricar ' um vagão de cargas perigosas' , isto é, um fragmento da miosina Va, desengatado do trem. Assim, as ' cargas perigosas' ficam livres dentro da célula para provocar a morte da mesma."

Resultados

A medição do volume dos tumores também aponta resultados mais animadores. " Verificamos que os tumores expressando nosso peptídeo cresceram significativamente menos que tumores que não expressam" , diz o biomédico.

Borges ressalta que o resultado é, de certa forma, surpreendente, já que os resultados in vivo com os animais superaram os efeitos observados in vitro, feitos em tubos de ensaio, apenas com as células, o que nem sempre acontece.

A aplicação prática do princípio, avaliado pelo pesquisador como uma " ferramenta promissora" , no entanto, ainda está longe de ser alcançada. Ele afirma que outros pesquisadores do Laboratório de Biologia Celular e Molecular do Câncer da FMRP continuam trabalhando nesse sentido, mas o uso do fragmento no tratamento do câncer só deve ser obtido a longo prazo.

Com informações da USP

Fonte: Isaude.net
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