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publicado em 12/09/2012 às 17h30:00
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Foto: Lawrence Berkeley National Laboratory
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Mina Bissell, líder do estudo Saori Furuta, envolvida na pesquisa Imagem mostra tecidos da mama, normal (em cima) e maligno (baixo)
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Mina Bissell, líder do estudo
Saori Furuta, envolvida na pesquisa
Imagem mostra tecidos da mama, normal (em cima) e maligno (baixo)

Cientistas do Lawrence Berkeley National Laboratory, nos EUA, descobriram uma proteína que está associada à resistência do câncer de mama a uma terapia amplamente utilizada conhecida como EGFR-TKIs (Epidermal Growth Factor Receptor-Tyrosine Kinase Inhibitors).

A pesquisa pode não só explicar a correlação clínica entre a alta expressão da proteína FAM83A e um mau prognóstico para pacientes de câncer de mama, mas também pode proporcionar um novo alvo para terapias futuras.

"A resistência ao EGFR-TKI tem limitado sua utilização no tratamento do câncer de mama e até agora os mecanismos por trás dessa resistência têm sido um mistério. Nós demonstramos, tanto em células em cultura quanto em ratos, que a proteína FAM83A tem propriedades oncogênicas e quando em excesso em células cancerosas confere resistência à EGFR-TKI e promove a proliferação e invasão de tumores", afirma a líder da pesquisa Mina Bissell.

Bissell e seus colegas testaram a hipótese de que a resistência ao EGFR-TKIs se originava, pelo menos em parte, de alterações moleculares.

Utilizando um ensaio de cultura de células, eles buscaram genes envolvidos na resistência ao EGFR-TKI em linhagens de células humanas normais e cancerosas da mama.

Os resultados mostraram que, enquanto o tecido normal da mama não produz FAM38A, a proteína é altamente expressa em tecidos cancerosos. Isto foi verdade para todas as células de câncer de mama examinadas, e foi particularmente pronunciada nessas linhagens de células mais resistentes ao tratamento com inibidores de EGFR.

Segundo os pesquisadores, os resultados são consistentes com trabalhos anteriores que mostraram que os pacientes com câncer de mama com altos níveis de FAM83A têm uma taxa de sobrevivência mais reduzida do que os pacientes com baixos níveis de FAM83A.

Apesar de muitas perguntas sobre FAM83A e outros membros da família de proteínas FAM83 ainda precisarem ser resolvidas, a importância dessas proteínas como alvos potenciais da droga para a terapia parece claro.

"O importante deste estudo é que ele não só ajuda a explicar por que alguns pacientes com câncer de mama são resistentes ao EGFR-TKI, mas também revela uma nova família de oncogenes em potencial que poderia ser alvo para todos os tipos de câncer, incluindo o câncer de mama", conclui Bissell.

A pesquisa foi publicada no Journal of Clinic Investigation.

Fonte: Isaude.net
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