Saúde Pública
publicado em 11/09/2012 às 20h05:00
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" A proibição não veta o acesso às drogas, pois é impossível impedir tal coisa. O acesso existe com ou sem a proibição" . A afirmação é do cientista político Luiz Eduardo Soares durante a palestra Drogas, políticas públicas e saúde, que marcou a abertura da semana comemorativa dos 58 anos da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz) nesta segunda-feira (10). Soares defende a necessidade de não mais tratar o usuário de drogas como uma vítima do traficante, pois este sim merece a criminalização.

Segundo o presidente da Fiocruz e do Comitê Brasileiro sobre Drogas e Democracia, Paulo Gadelha, não há nenhuma evidência que justifique por que uma droga é lícita ou ilícita com relação ao dano que ela produz. Pesquisa mostra que a percepção social da população é de que uma pessoa que experimentou a maconha tenha a possibilidade de ser dependente a vida inteira, mas, quando perguntada sobre o álcool, se a pessoa pode beber diariamente, a população percebe o risco como muito baixo. " Das internações, 70% ocorrem pelo álcool, e 90% das mortalidades também. Mas o álcool é considerado menos problemático que outras drogas ilícitas. A percepção da sociedade está tão consolidada que é necessário um processo amplo de debate social para o processo de modificação" , destacou.

Ainda de acordo com Soares, no Brasil ocorrem, por ano, 50 mil homicídios dolosos média preservada independentemente da região do país. Este número coloca o país na segunda posição mundial em letalidade intencional, ficando atrás apenas da Rússia em números absolutos. Em números relativos, o Brasil fica em quinto lugar na América Latina. A região concentra 42% das mortes por armas de fogo em todo o mundo, mesmo quando computados países em guerra civil. " Entretanto, dessas 50 mil mortes, apenas 8% são esclarecidas, ainda que não sejam julgadas na justiça, permanecendo impunes 92%, para as quais sequer há identificação do sujeito" , ressaltou.

Com informações da Fiocruz

Fonte: Isaude.net
   Palavras-chave:   Drogas    Criminalização    Legalização    Consumo    Luiz Eduardo Soares    Fiocruz    Fundação Oswaldo Cruz   
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Comentários:
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Mônica Abranches Werneck
postado em:
21/10/2010 13:12:22
Parabéns à reportagem sobre a liberação de drogas, pois concordo plenamente com a condenação dos traficantes e não dos usuários. Havendo a liberação, não existirá mais traficante, ficando a responsabilidade pelos danos à saúde,ao usuário, consequentemente diminuirá a violência para a aquisição da mesma. Faço votos que as autoridades analisem minhas ponderações. Obrigada.
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