Ciência e Tecnologia
publicado em 09/09/2012 às 09h00:00
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Para o secretário de Ciência e Tecnologia do Ministério da Saúde, Carlos Gadelha, o Brasil precisa estimular a incorporação de processos tecnológicos na pauta da área. " Mais do que analisar pedidos, precisamos criar uma demanda tecnológica em saúde" , afirmou durante o 6º Encontro Nacional de Inovação em Fármacos e Medicamentos (Enifarmed), realizado em São Paulo (SP).

No evento, que reuniu representantes de governo, indústria e academia, foram apontados pontos fundamentais para fortalecer o segmento no país. Entre eles estão: articulação institucional, poder de compra do Estado, infraestrutura tecnológica, agenda de financiamentos, marco regulatório, ética em pesquisa e incorporação tecnológica.

A convergência entre as políticas públicas para a indústria e a saúde também foi considerada um vetor fundamental. " No escopo dessas duas políticas, é possível promover competitividade industrial, pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I), empregos e ampliação do acesso da população a serviços e produtos de saúde" , destacou a diretora da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Maria Luisa Campos Machado Leal.

Gadelha também lembrou que os ministérios da Saúde (MS) e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) estão atuando em parceria no âmbito do Plano Brasil Maior, com vistas a estimular a inovação e o desenvolvimento da área. Entre as medidas já anunciadas para o setor de fármacos e medicamentos, vale destacar a margem de preferência de até 25% para produtos manufaturados e serviços nacionais que atendam a normas técnicas brasileiras e incorporem inovação, regulamentada pela Lei 12.349/2010.

" Também já foram lançadas outras ações importantes, como a ampliação do orçamento e a duplicação do quadro funcional do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), que passa a atuar de forma mais ativa e participativa nas questões do setor de fármacos e medicamentos e da área de biotecnologia" , pontuou o secretário de Inovação do MDIC, Nelson Fujimoto. Para se ter uma ideia, o valor de compras estimado na área é de R$ 1,5 bilhão e os prazos da medida são de dois anos para medicamentos e cinco anos para os demais produtos.

Fonte: FAPEAM
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