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publicado em 06/09/2012 às 13h25:00
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Foto: Washington University School/St. Louis
David M. Holtzman, autor sênior do estudo
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David M. Holtzman, autor sênior do estudo

Problemas de sono podem ser um dos primeiros indicadores da doença de Alzheimer, de acordo com cientistas da Washington University School of Medicine, nos EUA.

A pesquisa revela que, em modelos de ratos, quando os primeiros sinais de placas de Alzheimer aparecem no cérebro, o ciclo vigília-sono normal é significativamente perturbado.

"Se as alterações do sono aparecem bem no início da doença de Alzheimer, essas mudanças poderiam nos fornecer um sinal facilmente detectável da patologia. À medida que começamos a tratar pacientes de Alzheimer antes do início da doença, a presença ou a ausência de problemas de sono pode ser um indicador ainda da eficácia da terapia", afirma o autor sênior David M. Holtzman.

Holtzman e seus colegas foram um dos primeiros a vincular os problemas do sono e a doença de Alzheimer através de estudos do sono em camundongos geneticamente alterados para desenvolver placas de Alzheimer com o envelhecimento.

Em um estudo publicado em 2009, eles mostraram que os níveis cerebrais da proteína beta-amiloide presente nas placas aumentam naturalmente quando ratos jovens saudáveis estão acordados e reduzem depois que eles dormem. Privar os ratos de sono interrompeu este ciclo e acelerou o desenvolvimento de placas no cérebro.

Um comportamento de aumento e queda similar na proteína foi detectado mais tarde no fluido cérebro-espinhal de seres humanos saudáveis.

A nova pesquisa mostra que, quando os primeiros indicadores de placas no cérebro aparecem, essas flutuações naturais nos níveis de beta-amiloide param nos ratos e nos seres humanos. "Nós suspeitamos que as placas estão puxando as beta-amiloides, removendo-as dos processos que normalmente as limpam do cérebro", observa Holtzman.

Os ratos são animais de hábitos noturnos e normalmente dormem por 40 minutos durante cada hora do dia, mas quando placas de Alzheimer começaram a se formar em seus cérebros, seus horários de sono médio cairam para 30 minutos por hora.

Para confirmar que beta-amiloide estava diretamente relacionada com as alterações do sono, os pesquisadores deram uma vacina contra a proteína a um novo grupo de ratos com as mesmas modificações genéticas. Conforme esses camundongos cresciam, eles não desenvolveram placas no cérebro. Seus padrões de sono permaneceram normais e os níveis de beta-amiloide no cérebro continuaram a subir e descer regularmente.

Os cientistas agora estão a avaliar se os problemas do sono ocorrem em pacientes que têm os marcadores de doença de Alzheimer, tais como placas no cérebro, mas que ainda não desenvolveram perda de memória ou outros problemas cognitivos.

Fonte: Isaude.net
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