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publicado em 04/09/2012 às 17h36:00
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Foto: The City Pictures
Entre 5% e 10% dos casos de melanoma estão relacionados a mutações genéticas hereditárias
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Entre 5% e 10% dos casos de melanoma estão relacionados a mutações genéticas hereditárias", alerta especialista.

Pessoas com histórico familiar de melanoma - um tipo de câncer de pele - possuem risco pelo menos 30 vezes maior de desenvolver a doença e necessitam de acompanhamento dermatológico contínuo a fim de obter um diagnóstico precoce, alertaram especialistas durante o 14º Congresso Mundial de Câncer de Pele, realizado em São Paulo.

" Entre 5% e 10% dos casos de melanoma estão relacionados a mutações genéticas hereditárias, que tornam esses pacientes e seus familiares mais suscetíveis a desenvolver o tumor. É o que chamamos de síndrome do melanoma familiar" , explicou a dermatologista Susana Puig, do Hospital Clinic Barcelona, na Espanha.

Puig lidera um grupo de pesquisadores da América Latina ligados ao GenoMEL, consórcio internacional com sede na Inglaterra que tem como objetivo identificar mutações que aumentam a propensão a esse tipo de câncer e estabelecer protocolos para o acompanhamento de pacientes de alto risco.

" Além do histórico familiar, existem outros fatores que usamos como marcadores para medir o risco. Pessoas com mais de cem pintas ou com pintas consideradas atípicas, ou seja, bordas irregulares e mais de uma cor, são mais propensas a desenvolver a doença" , disse Puig.

Se, além dessas características, o paciente tiver histórico anterior de melanoma, a probabilidade de ter um novo tumor é 500 vezes maior que a de uma pessoa comum. Se ainda por cima seu teste genético for positivo para uma das mutações já conhecidas, afirmou Puig, a probabilidade é mil vezes maior.

" Esses pacientes de alto risco, se não forem identificados e adequadamente tratados, poderão morrer de melanoma, mas, com o diagnóstico precoce, podemos praticamente zerar a mortalidade" , afirmou.

Segundo o professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) Gilles Landman, as chances de cura de um melanoma com até 1 milímetro (mm) de profundidade são de 90%. Contudo ele alerta que " nos casos em que a lesão é diagnosticada com mais de 4 mm, 50% dos pacientes morrem nos primeiros cinco anos" , disse.

Em 2007, quando ainda trabalhava no Hospital A.C. Camargo, Landman foi convidado pelo GenoMEL para coordenar no Brasil as investigações sobre melanoma familiar. " O consórcio já vinha pesquisando as mutações genéticas na Europa, nos Estados Unidos e na Austrália e também queriam conhecer o perfil genômico dos pacientes da América Latina" , contou.

Desvendando os genes

Segundo Puig, já foram descritas cinco mutações genéticas relacionadas à síndrome do melanoma familiar, mas os cientistas acreditam que deve haver muitas outras ainda desconhecidas e pouco frequentes.

" Entre as alterações conhecidas, a mais importante é a que ocorre no gene CDKN2A. Ela atinge cerca de 10% a 15% das famílias com mais de dois casos de melanoma. O índice sobe para 25% quando há mais de três casos na família, para 50% em famílias com quatro casos e para 70% em famílias com pelo menos cinco casos" , contou Puig.

Fonte: Isaude.net
   Palavras-chave:   Melanoma    Câncer de pele    Dermatolgia    Congresso Mundial de Câncer    São Paulo   
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