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publicado em 31/08/2012 às 16h53:00
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Eduardo Borges da Fonseca, Presidente da Comissão Especializada em Medicina Fetal da Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia)
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Eduardo Borges da Fonseca, Presidente da Comissão Especializada em Medicina Fetal da Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia)

A Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO) lançou uma cartilha para orientar profissonais de saúde e mulheres sobre a suplementação de ácido fólico antes e durante a gravidez. A recomendação é que o tratamento comece, no mínimo, 30 dias antes da data em que a mulher planeja engravidar, além de manter o tratamento nos três primeiros meses de gestação. Substância é capaz de prevenir em até 75% dos casos o nascimento de bebês anencéfalos.

O documento será colocado à disposição de ginecologistas e obstetras de todo o país. Além disso, um folheto educativo com linguagem adequada ao público leigo será disponibilizado às mulheres, principalmente àquelas que estão em idade fértil e têm possibilidade de engravidar, mesmo que ainda não planejem aumentar a família.

O Guia de Condutas, como é chamada a cartilha, contém a " Recomendação sobre a Suplementação Periconcepcional de Ácido Fólico na Prevenção de Defeitos de Fechamento do Tubo Neural" . A iniciativa foi lançada durante o XVII Congresso Paulista de Ginecologia e Obstetrícia, no Transamérica Expo Center, em São Paulo (SP), nesta quinta-feira (30). Cerca de 7 mil ginecologistas e obstetras de todo o país estão reunidos para saber mais sobre as novas diretrizes para a saúde das gestantes e do bebê.

Segundo o presidente da Comissão Fetal da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), Eduardo Borges da Fonseca, a ideia é evitar o aborto de anencéfalo. "Nós já defendíamos isso: a utilização de ácido fólico na dose de 400 microgramas ao dia para toda mulher em idade fértil que planeja engravidar, iniciando o tratamento pelo menos 30 dias antes da gestação e mantendo isso por três meses após a descoberta da gravidez", ressalta.

"Metade das gestações que acontecem no país não são planejadas e, consequentemente, elas não têm acesso ao ácido fólico pré-gestacional"

A intenção é que toda mulher em idade fértil que não use nenhum método anticoncepcional e que tenha uma vida sexual ativa, siga as recomendações. "Ou seja, não devemos ter essa mulher com um bebê anencéfalo para ela pensar no aborto", afirma o presidente da Federação.

Fonseca alerta para o fato de 55% das mulheres no Brasil engravidarem sem planejamento. O dado faz parte de um inquérito populacional realizado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Segundo o médico, isso significa dizer que metade das gestações que acontecem no país não são planejadas e que, consequentemente, elas não têm acesso ao ácido fólico pré-gestacional.

Antes da construção do guia, foram levados em consideração alguns dados que chamaram a atenção da Federação. Um outro estudo, realizado no estado da Paraíba, onde foram avaliadas 494 mulheres, sendo 267 atendidas pela rede pública de saúde e o restante da rede suplementar de saúde, revelou que apenas 13,8% das mulheres usavam o ácido fólico antes da gestação e dessas, apenas 3,8% utilizavam a dose recomendada pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA.

Anencefalia

"A anencefalia ocorre por falha no desenvolvimento do tubo neural, que forma o sistema nervoso central. O tubo se forma entre a quarta e sexta semana de gestação. Daí a importância do ácido fólico antes da gestação, porque antes da mulher saber que está grávida, o sistema nervoso já está sendo informado", explica.

A deficiência do ácido fólico altera a divisão celular, o que favorece a formação inadequada do sistema nervoso central podendo se manifestar de duas formas: na região da cabeça, com a ausência da calota craniana e da pele, levando ao quadro de anecefalia, e na coluna, deixando os nervos da coluna expostos, aparentemente como uma lesão, sendo caracterizada também pela falta dos ossos que formam a coluna espinha. O grau da lesão pode levar a paralisia, incontinência urinária e fecal, além de hidrocefalia, que é o acúmulo de água no cérebro.

O ácido fólico, um tipo de vitamina do complexo B, pode ser encontrado nos alimentos na forma de folato, com dieta baseada na ingestão de alimentos, como vegetais de folhas verde escuras, como couve, brócolis e espinafre. Contudo Eduardo alerta para o fato da alimentação natural não ser o mecanismo ideal para absorver a substância, já que muito alimentos passam pelo processo de cozimento, perdendo esta propriedade, sendo a forma sintética (ácido fólico) a mais apropriada. A vitamina atua no processo de multiplicação das células e na formação de proteínas estruturais e da hemoglobina.

Distribuição da cartilha

Ao todo, serão entregues 30 mil guias direcionados ao profissionais de saúde. As secretarias estaduais de saúde também receberão 3 milhões de panfletos, que esclarecem, entre outras informações, sobre o que é defeito do tubo neural com dicas de prevenção para as mulheres. O material será distribuido aos médicos, que devem repassar o guia com as orientações aos pacientes. As doses do suplemento de ácido fólico deverão ser diferenciadas para casos de gravidez de alto e baixo risco, informa a Federação.

Veja o guia voltado para o público leigo lançado pela Febrasgo aqui.

Consulte na íntegra o Guia de Conduta para médicos sobre a suplementação de ácido fólico para gestantes.

Fonte: Isaude.net
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