Cientistas do Saint Mary's College, nos EUA, desenvolveram uma ferramenta feita de papel capaz de detectar analgésicos falsificados.
O dispositivo de análise de papel (DAP) é do tamanho de um cartão e oferece resultados em menos de cinco minutos.
No futuro, os pesquisadores esperam que a tecnologia possa detectar outros medicamentos falsos que prometem cura para várias doenças, desde malária à gripe.
A equipe, liderada por Toni Barstis, modificou uma tecnologia de papel pré-existente para desenvolver PADs que detectam a presença de Panadol. Panadol é um dos nomes para o medicamento acetaminofeno que combate a dor e febre.
"Panadol é um dos analgésicos mais falsificados em todo o mundo. No passado, podíamos simplesmente olhar para a embalagem e saber se o medicamento era falsificado. Agora, eles fazem um trabalho tão bom com o design da embalagem que é difícil determinar se ele é verdadeiro ou falso", afirma Barstis.
A nova ferramenta usa um papel quimicamente tratado, que se assemelha a um cartão. Para verificar se há ingredientes falsificados, uma pessoa simplesmente coloca a pílula sobre PAD e mergulha o PAD na água. Mudanças de cor no papel indicam ingredientes suspeitos e autênticos. A triagem leva menos de cinco minutos, e pode ser feita pelo consumidor. A técnica contraria testes de alta tecnologia que podem levar de 3 a 6 meses.
Segundo a Organização Mundial de Saúde, cerca de 10% dos medicamentos no mundo são falsificados. Estimativas são ainda maiores nos países pobres e em desenvolvimento no sudeste da Ásia e da África, onde os últimos relatórios declararam que um terço dos medicamentos testados é falso.
Palavras-chave: Analgésicos
Medicamentos falsificados
Acetaminofeno
Saint Mary's College
Toni Barstis
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