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publicado em 29/08/2012 às 20h00:00
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Cientistas da Universidade de Michigan, nos EUA, descobriram que um medicamento originalmente desenvolvido para combater tumores cancerígenos pode prevenir o crescimento anormal de células do cérebro e as dificuldades de aprendizagem em algumas crianças.

A pesquisa, realizada com camundongos, abre caminho para o uso de drogas antitumorais na proteção do cérebro em desenvolvimento de crianças pequenas com neurofibromatose 1 e outras doenças genéticas que afetam o mesmo caminho de sinalização celular.

Neurofibromatose 1, ou NF1, afeta uma em cada 3 mil crianças e causa tumores benignos que crescem por todo o corpo. Muitas crianças com NF1 também lutam para aprender a ler, escrever, fazer contas e se comportar bem. Este impacto na função cerebral é considerado o problema mais comum causado por NF1, e muitas vezes aparece antes de outros sintomas.

A equipe estudou células-tronco neurais, tipo de célula que pode se tornar qualquer tipo de tecido neural. Em camundongos recém-nascidos com duas cópias da mutação genética que causa NF1, as células-tronco neurais em uma área chave do cérebro eram muito mais propensas a produzir um tipo de célula nervosa "ajudante" chamada glia. Elas produziram muito menos neurônios, que enviam e recebem sinais cruciais entre o cérebro e o restante do corpo.

Os cientistas então focaram neste crescimento anormal de células, dando aos ratos uma droga experimental que já foi utilizado em ensaios clínicos para tratar câncer avançado. A droga chamada PD0325901 bloqueia uma ação específica dentro das células chamada via MEK / ERK.

Os ratos com a mutação NF1 que receberam a droga desde o nascimento se desenvolveram normalmente, em contraste com ratos com as mesmas mutações genéticas que não receberam a droga. Os ratos não tratados pareciam normais no nascimento, mas dentro de alguns dias se tornaram corcundas e desalinhados, com crescimento anormal dos corpos e células cerebrais.

"Mostramos que, ao tratar os animais durante esta breve janela de tempo no início da vida, quando as células-tronco neurais no cérebro em desenvolvimento ainda têm tempo para "decidir" que tipo de célula vai se tornar, pode causar um efeito duradouro no desenvolvimento neural", afirma o autor sênior da pesquisa Yuan Zhu.

Além de NF1, os pesquisadores preveem que suas descobertas podem ter importância para pacientes com outras doenças genéticas que afetam o mesmo caminho de sinalização celular geral chamado RAS, como síndrome Leopard, síndrome de Noonan, Costello e síndrome Leguis.

Veja mais detalhes sobre esta pesquisa (em inglês)

Fonte: Isaude.net
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