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publicado em 24/08/2012 às 13h53:00
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Foto: Divulgação/Slashot Org.
Segundo estudo, comer demais é uma forma de amenizar o sofrimento e trazer tranqulidade.
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Segundo estudo, comer demais é uma forma de amenizar o sofrimento e trazer tranqulidade.

O ganho de peso em crianças pode estar associado a situações de perda e características de personalidade. É o que revela uma pesquisa conduzida na Universidade de São Paulo (USP). Segundo o estudo, o excesso de peso em decorrência de fatores emocionais pode levar a necessidade de psicoterapia para tratar o problema.

Para o estudo, a psicóloga Ana Rosa Gliber no Instituto de Psicologia (IP) identificou, na dissertação de mestrado a relação entre o ganho de peso e situações traumáticas ou de perda. Ela analisou a personalidade de seis crianças que não possuíam transtorno orgânico que justificasse a obesidade. Comer demais, para elas, é uma forma de amenizar o sofrimento e trazer tranqulidade. " Elas tentam preencher o vazio emocional e lidar com os problemas comendo, pois essa é uma forma de manter algo bom dentro de si. Se você tira isso, ela sente que perdeu algo bom" , afirma. Daí a importância da psicoterapia.

A pesquisadora também observou, em todos os casos, a presença de um problema amplamente discutido nos dias atuais: o bullying, ato de intimidação ou agressão, que pode ser psicológica ou física, praticado geralmente por um grupo de pessoas. As seis crianças passavam por situações do tipo, que as levavam ao isolamento e à depreciação de si, o que agravava ainda mais a questão psicológica que levava à obesidade.

"Elas tentam preencher o vazio emocional e lidar com os problemas comendo, pois essa é uma forma de manter algo bom dentro de si. Se você tira isso, ela sente que perdeu algo bom"

Acompanhamento psicológico

A pesquisa, orientada pelo professor Avelino Luiz Rodrigues, conclui que não só os hábitos alimentares e o estilo de vida influenciam o ganho de peso, mas também a história de vida e o meio em que cada criança vive. Com esses resultados, Ana destaca a importância do acompanhamento psicológico no tratamento da obesidade: as seis crianças analisadas na pesquisa precisavam de psicoterapia para lidar com as situações de vida penosas e sua relação com a comida, além de cuidados médicos e nutricionais.

De acordo com a pesquisadora, quando situações de perda e tipo de relação familiar podem contribuir para o desenvolvimento da obesidade, pode-se tentar evitá-la havendo a intervenção precoce em casos como esses. " Vendo a história de vida dessas crianças, fica claro o quanto a parte psicológica influencia na obesidade" , ressalta. Por esses motivos, a psicóloga considera essencial a atuação do psicólogo nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs).

Segundo Ana, até agora são poucos os estudos dedicados a compreender a psicodinâmica da personalidade das crianças que sofrem com o problema, mesmo se tratando de um problema bastante discutido.

Com informações da USP

Fonte: Isaude.net
   Palavras-chave:   Obesidade infantil    Ganho de peso    Psicologia    Fatores emocionais    São Paulo    Universidade de São Paulo    USP   
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