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publicado em 26/08/2012 às 11h30:00
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Foto: Yngve Vogt/University of Oslo
Foto: Ole Christian Lingjærde/University of Oslo
Hans Kristian Vollan, Hege Russness e Ole Kristian Lingjærde (da esquerda p/ direita), envolvidos no estudo Imagem mostra todo o genoma, com 24 cromossomos
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Hans Kristian Vollan, Hege Russness e Ole Kristian Lingjærde (da esquerda p/ direita), envolvidos no estudo
Imagem mostra todo o genoma, com 24 cromossomos

Pesquisadores da Universidade de Oslo, na Noruega, desenvolveram um método capaz de diferenciar entre pacientes com câncer de mama com alto e baixo risco de morte.

A tecnologia trabalha por meio da interpretação dos padrões matemáticos no genoma da doença a fim de identificar cânceres de mama mais agressivos.

"Os métodos atuais não conseguem prever quem vai ter bons prognósticos e aqueles que não vão se sair bem. Queríamos identificar os pacientes gravemente doentes mais cedo para que possam receber um tratamento mais agressivo", afirma o líder da pesquisa Hege Russnes.

Atualmente, muitos pacientes com câncer de mama são tratados desnecessariamente com quimioterapia.

"Muitos pacientes recebem a quimioterapia, embora eles não precisam deste tratamento e sofrem com os efeitos secundários graves sem necessidade. Os efeitos colaterais são, por vezes crônicos. Com o nosso novo método, podemos distinguir entre os pacientes com um bom e um mau prognóstico. Isso torna mais fácil selecionar o melhor tratamento para os pacientes", observa o oncologista Hans Kristian Vollan.

O novo método analisa as alterações do material genético nas células cancerosas. Para conseguir isso, os pesquisadores aplicaram a bioinformática, nova disciplina que utiliza estatística, matemática e informática para resolver problemas complexos na biologia do câncer.

Eles descobriram uma ligação estatística entre as alterações no genoma do câncer e o curso da doença em 600 pacientes com câncer de mama em dez anos. Para cada paciente, eles mediram até 240 mil características do genoma nas células cancerosas.

"Tínhamos muita informação, então precisamos usar métodos matemáticos e estatísticos para identificar as complexas mudanças no genoma. Olhamos para áreas do genoma onde as peças de DNA foram embaralhadas. Em algumas áreas, os genes estão faltando. Em outras áreas, há muitos genes. As análises estatísticas mostram que a alta complexidade foi claramente associada com maior risco de morrer da doença", explica Vollan.

A equipe agora está desenvolvendo um modelo para identificar as áreas exatas dos genomas e os genes que são mais frequentemente afetados pelas alterações complexas no genoma.

O novo conhecimento também pode ser importante na busca de um tratamento e um alvo molecular para o câncer de mama.

Fonte: Isaude.net
   Palavras-chave:   Câncer de mama    Prognóstico    Bioinformática    Universidade de Oslo    Hege Russnes   
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