Ciência e Tecnologia
publicado em 20/08/2012 às 21h11:00
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Ilustração: Suravid/Foto Stock
Células usam as fitas duplas da hélice do DNA como um fio de sinalização, fundamental para a detecção e reparo de danos genéticos
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Células usam as fitas duplas da hélice do DNA como um fio de sinalização, fundamental para a detecção e reparo de danos genéticos

Pesquisa realizada no California Institute of Technology, em Pasadena (EUA), aponta que o organismo pode usar "fios" de DNA para detectar falhas genéticas que, se não reparadas, podem evoluir para doenças como câncer e contribuir para o declínio físico e mental no envelhecimento. O trabalho foi apresentado neste domingo (19), na 244ª edição do National Meeting & Exposition of the American Chemical Society, na Filadélfia.

A pesquisa rendeu à autora, Jacqueline Barton, a U.S. National Medal of Science, maior honra para a realização científica dos Estados Unidos. O mérito consistiu na descoberta de que as células usam as cadeias duplas do DNA como um fio de sinalização de anormalidades.

"O DNA é um fio muito frágil e especial", disse a autora do estudo, Jacqueline Barton. "Você nunca vai ligar uma casa com ele, e ele não é robusto o suficiente para ser usado em dispositivos eletrônicos. Mas esse estado frágil é exatamente o que faz o DNA tão bom como biossensor elétrico para identificar danos genéticos", explicou.

Conforme a cientista, danos ocorrem constantemente no DNA, "as células da pele, por exemplo, que recebem a exposição excessiva à luz solar ou que as células do pulmão atingido com substâncias cancerígenas na fumaça de cigarro". As células, segundo a pesquisa, têm um sistema de reparo natural em que proteínas específicas constantemente patrulham a arquitetura do DNA. Elas monitoram os três bilhões de pares, procurando e consertando danos de substâncias cancerígenas e outras fontes.

Os cientistas notaram que a arquitetura de DNA se assemelha quimicamente à dos materiais de estado sólido usados em transistores e outros componentes eletrônicos. E bases do DNA são empilhadas umas em cima das outras, num arranjo que pareceu capaz de conduzir eletricidade.

"É como uma pilha de moedas de cobre", disse Barton. "E quando em boas condições e devidamente alinhada, aquela pilha de moedas pode ser condutora. Mas se uma das moedas está um pouco errada - se não for empilhada tão bem -, então você não vai ser capaz de obter boa condutividade nela. Mas, se estas bases são incompatíveis ou se houver qualquer outro dano ao DNA, como pode acontecer com os danos que conduzem ao câncer, o fio é interrompido e eletricidade não fluirá bem", detalhou.

Fonte: Isaude.net
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