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publicado em 16/08/2012 às 13h42:00
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Foto: University of Cambridge
Taxa de liberação do medicamento no corpo é controlada de acordo com a proporção dos diversos componentes usados na fabricação do material a ser injetado
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Taxa de liberação do medicamento no corpo é controlada de acordo com a proporção dos diversos componentes usados na fabricação do material a ser injetado

Cientistas da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, desenvolveram uma tecnologia que permite que uma injeção única libere um mesmo medicamento durante meses no organismo.

A técnica, chamada liberação sustentada de medicamentos, solta doses corretas por um período de até seis meses, partindo de uma injeção e pode ser utilizada em condições que necessitam de injeções de rotina, incluindo diabetes, certas formas de câncer e potencialmente HIV / AIDS.

Como funciona

A tecnologia usa um hidrogel, material sintético similar ao plástico, mas disperso em água, que pode ser carregado com proteínas ou outros agentes terapêuticos.

Os hidrogéis contêm até 99,7% do seu peso em água, o restante constituído de polímeros celulósicos. Tudo é mantido unido com cucurbiturilas, moléculas em formato de barril que funcionam como uma espécie de algema para os outros componentes.

"Esses hidrogéis protegem as proteínas, de forma que elas permanecem bioativas por longos períodos, conservando seu estado nativo. O que é mais importante, todos os componentes podem ser incorporados a temperatura ambiente, o que é essencial quando lidamos com proteínas que perdem as qualidades naturais quando expostas ao calor elevado", explica o líder da pesquisa Oren Scherman.

A taxa de liberação do medicamento no corpo pode ser controlada de acordo com a proporção dos componentes usados na fabricação do material a ser injetado. O hidrogel criado por Scherman e seus colegas permite uma liberação sustentada de medicamentos por seis meses, mais que os atuais três meses.

Como essa liberação pode se estender por seis meses, isso significa que um paciente que hoje precisa tomar injeções todos os dias, poderá tomar apenas duas aplicações por ano.

A equipe acredita que a tecnologia poderá ser útil também para áreas rurais ou com pouco acesso a centros de saúde, reduzindo a necessidade de deslocamentos e mantendo o tratamento no nível recomendado.

Fonte: Isaude.net
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