Agências das Nações Unidas juntaram-se às autoridades de Angola para celebrar a passagem de um ano sem o registro do pólio vírus selvagem, a poliomielite (também conhecida como paralisia infantil), no que é tido como passo em direção à erradicação da doença contagiosa.
O caso mais recente da doença foi o de uma criança de 14 meses na província de Uíje, em Julho do ano passado. Na capital, Luanda, a pólio não ocorre desde novembro de 2010.
A Organização Mundial da Saúde (OMS), o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), e o Ministério da Saúde de Angola reafirmaram o impacto do reforço do acesso aos serviços de cuidados primários.
O representante do Unicef em Angola, Koen Vanormelingen, apontou desafios para que a poliomielite seja considerada erradicada no país. Segundo ele, " eliminar a pólio não é interromper por apenas um ano. Precisamos interromper por três anos seguidos para dizer que eliminamos a pólio" , disse.
A vice-ministra da Saúde de Angola, Evelize Fresta, afirmou que campanhas contra a doença envolvem cerca de 89% dos custos operacionais da instituição.
O país eliminou a poliomielite entre 2001 e 2004, mas tem sido assolado pelo seu ressurgimento desde Maio de 2005. Entre 2006 e 2008, a doença alastrou para a Namíbia e também para os vizinhos Congo e República Democrática do Congo.
O número de casos de paralisia teve uma queda de 33 em 2010, para cinco, em 2011.