Ciência e Tecnologia
publicado em 02/08/2012 às 12h30:00
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Foto: Red Huber/WUPR
Quando liberadas na quantidade certa e na hora certa, toxinas presentes na fumaça oferecem proteção contra doenças que conduzem a ataques cardíacos e derrames
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Quando liberadas na quantidade certa e na hora certa, toxinas presentes na fumaça oferecem proteção contra doenças que conduzem a ataques cardíacos e derrames

Pesquisadores de universidades da Escócia se uniram para explorar o potencial de novos materiais que liberam gases para aplicações médicas. A equipe está trabalhando em um experimento que busca tratar doenças cardíacas utilizando produtos químicos tóxicos liberados pelos escapamentos dos carros.

Químicos da Universidade de St Andrews, liderados por Russell Morris, trabalham no desenvolvimento de novos materiais chamados ' metal-organic frameworks' (quadros de metal orgânico - em tradução livre), que possuem minúsculas cavidades que atuam como tanques em miniatura para armazenar gases de importância médica.

Surpreendentemente, os gases em questão - monóxido de carbono, sulfeto de hidrogênio e óxido nítrico - são geralmente considerados altamente venenosos, mas eles também são produzido em pequenas quantidades pelo organismo. Quando liberados na quantidade certa e na hora certa, eles podem oferecer proteção contra doenças que conduzem a ataques cardíacos e derrames.

Uma vez desenvolvidos, os materiais serão testados pela equipe do Department of Diabetes and Cardiovascular Science da University of the Highlands and Islands, liderada pelo professor Ian Megson, para determinar quais os efeitos que os gases liberados têm sobre a função dos vasos sanguíneos e sobre os processos de coagulação do sangue.

"A química destes materiais nos dá a oportunidade de desenvolver uma vasta gama de produtos com diferentes aplicações na doença cardiovascular, diz Morris.

"Este projeto de investigação abre novas possibilidades para pessoas submetidas a um procedimento chamado angioplastia para abrir artérias coronárias bloqueadas. A angioplastia é um procedimento comum e seguro, mas os pacientes submetidos ao procedimento precisam tomar medicações para evitar a formação de coágulos sanguíneos nas artérias mais tarde. A solução engenhosa desenvolvida pelos cientistas tem por objetivo ministrar gases calmantes para as artérias afetadas após o tratamento. Em grandes quantidades esses gases são prejudiciais, mas em pequenas doses, eles realmente têm um efeito benéfico. Esperamos aproveitar o efeito calmante desses gases para o benefício dos pacientes no futuro" , diz Jeremy Pearson, diretor médico adjunto da British Heart Foundation. A entidade irá financiar o projeto durante três anos e liberou para as duas universidades um montante de £ 288 mil (cerca de R$ 865 mil).

Fonte: Isaude.net
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