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publicado em 01/08/2012 às 21h27:00
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Michael Weinstein, presidente da Aids Healthcare Foundation (AHF)

 
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Michael Weinstein, presidente da AIDS Healthcare Foundation
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Michael Weinstein, presidente da AIDS Healthcare Foundation

A revolução sexual, que começou na década de 1960, marcou o início de uma era do amor livre. As pílulas anticoncepcionais irrevogavelmente cortaram o cordão entre sexo e reprodução para as pessoas heterossexuais. A libertação gay e o florescimento da vida gay trouxeram a ascensão da subcultura sexual gay masculina. A cúpula de prazer que surgiu em nossa cultura puritana era uma coisa incrível de se ver. A sexualidade passava a ser não apenas um impulso incontrolável, mas uma expressão artística.

Começamos a compreender como os laços que nos limitavam sexualmente também algemavam nossas mentes. Começamos a entender que a sexualidade não precisa ser sussurrada, que poderia ser publicamente reconhecida e apreciada. De repente, havia uma abundância de manuais de sexo, havia pornô legal, biquínis, praias de nudismo e mini-saias.

Sexo fora do casamento já não era tabu. Diversidade na expressão sexual, bem como nos relacionamentos, se tornaram a norma, não a exceção. Havia consequências inesperadas, boas e ruins. Mas uma coisa é quase certa, não estamos colocando o gênio de volta na garrafa. Adultos esperam ter uma vida sexual satisfatória, e com a ajuda de pílulas mágicas contra disfunção erétil, os homens podem estender a sua apreciação por tempo indeterminado.

Os estilos de vida relativamente conservadores que os Estados Unidos praticaram antes dos anos 60, mantiveram o número de doenças sexualmente transmissíveis em um nível muito mais baixo do que são hoje. Na maioria dos casos, jovens de 15 anos não tinham tanto sexo como estão tendo hoje. E a maioria dos adultos não tinha tantos parceiros sexuais como agora. Quaisquer que sejam os benefícios desta explosão sexual, houve consequências: dezenove milhões de infecções por DST nos Estados Unidos a cada ano. É um número impressionante.

O governo americano gasta apenas cerca de 50 centavos de dólar por pessoa no combate as DSTs. Isso é lamentável. A educação sexual nas escolas é fortemente censurada; preservativos não são divulgados amplamente, não estão prontamente disponíveis e custam muito caro. Os amigos não conversam entre si sobre a saúde sexual. Os médicos não têm histórias sexuais. Portanto, muitas DSTs não são diagnosticadas e tratadas. Eu não discuto sequer o grande número de gravidezes indesejadas e os pais adolescentes no país.

Nossa sociedade trata doenças sexualmente transmissíveis como se elas fossem o preço que devemos pagar pelo nosso comportamento pecaminoso sexual. A maioria de nós se sente culpado por nossos desejos sexuais e, portanto, acha que quando temos uma doença sexualmente transmissível, estamos recebendo o que merecemos. Um dos slogans da AHF de melhor resposta é: "Sem julgamento bobo." De forma inata, as pessoas entendem que o julgamento é mortal quando se trata de combater doenças sexualmente transmissíveis. Apenas por trazer o assunto à tona já há alguma esperança de conter a epidemia de DST.

A próxima revolução sexual começou - é a batalha pela saúde sexual. Temos o direito a uma vida sexual livre de doenças, pois ela pode ser. Sabemos que quanto mais parceiros sexuais temos, maior risco é o risco que corremos, isso é fato.

Sabemos que as DSTs nunca desaparecerão. No entanto, a sociedade deve encarar o sexo seguro da mesma forma como se luta contra a gripe. Um esforço combinado para reduzir DSTs seria definitivamente bem sucedido. Práticas de saúde pública são testadas e aprovadas, se escolhermos usá-las.

Uma combinação de promoção e distribuição de preservativos, educação sexual de qualidade, sistemas de triagem de rotina excelente, a educação para prestadores de serviços médicos e outras medidas seria relativamente fácil e barato, e traria excelentes resultados. A única pergunta que fica é: podemos controlar a pequena minoria radical que é contra a sexualidade saudável? Nós podemos se a maioria preguiçosa e apática falar e exigir uma mudança. Cabe a você.

Fonte: Isaude.net
   Palavras-chave:   Revolução sexual    DSTs    Vida gay    Sexualidade    Saúde   
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