Saúde Pública
publicado em 25/07/2012 às 13h12:00
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Foto: Divulgação IAS
Após três décadas da epidemia de Aids, as mulheres ainda continuam sendo um dos grupos mais prejudicados
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Após três décadas da epidemia de Aids, as mulheres ainda continuam sendo um dos grupos mais prejudicados

Após três décadas da epidemia de Aids, as mulheres ainda continuam sendo um dos grupos mais prejudicados pela epidemia e precisam ser uma priorizadas em pesquisa, cuidados e tratamento. Segundo dados divulgados durante a conferência, estima-se que dos 34 milhões de adultos vivendo com HIV em todo o mundo, 50% são mulheres.

Geralmente as mulheres estão em maior risco de transmissão heterossexual do HIV. Biologicamente têm duas vezes mais probabilidades de serem infectadas com o vírus através de relações heterossexuais sem proteção do que os homens. Em muitos países elas têm poucas condições de negociar o uso do preservativo e são constantemente expostas ao sexo não consensual. Além destas questões, elas têm que lidar com a transmissão mãe-filho do HIV. A responsabilidade de cuidar de pacientes com AIDS e órfãos também é um problema que tem um efeito maior sobre as mulheres.

"Nós não podemos sequer começar a falar sobre o fim da AIDS, quando muito do impacto da epidemia continua a atingir tão fortemente as mulheres," afirmou Diane Havlir, vice-presidente da conferência e professora de Medicina da Universidade de Califórnia (EUA).

"Os grandes progressos que temos visto na redução da transmissão de mãe para filho através de medicamentos anti-retrovirais devem ser disponibilizados com mais agilidade, principalmente para os países mais pobres, para diminuir o peso da epidemia para o sexo feminino. Principalmente as novas tecnologias como a profilaxia pré-exposição (PrEP) e microbicidas que poderão ser a chave para o fim da epidemia," completa Havlir

A sessão regional desta quarta-feira: Getting HIV and AIDS down to zero in the Arab States, destaca o foco da conferência sobre países e regiões que são fundamentais para acabar com a epidemia.

O papel de países emergentes como África do Sul, Brasil, Índia e China em sua liderança da epidemia foi o tema de uma sessão especial mesa redonda de ontem. Com representantes de alto nível das quatro potências emergentes chegou-se a conclusão que a resposta à epidemia do HIV / AIDS nesses países trouxe algumas importantes inovações em seus sistemas de saúde.

"No caso da Índia e do Brasil, tivemos resultados importantes na produção de genéricos de anti-retrovirais," disse Elly Katabira, presidente da International AIDS Society (IAS). "Estes países podem dar continuidade às suas políticas para Aids com menor dependência da comunidade internacional e esperamos que, num futuro próximo, eles possam desempenhar papéis importantes no financiamento de programas de pesquisa e tratamento a nível internacional," completa Katabira.

Fonte: Isaude.net
   Palavras-chave:   Aids 2012    XIX International AIDS    Mulheres    Crianças e Jovens      
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