Ciência e Tecnologia
publicado em 25/07/2012 às 10h33:00
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Um estudo realizado por pesquisadores do Departamento de Fisiologia do Instituto de Biociências (IB) da Universidade de São Paulo (USP), em parceria com cientistas do Departamento de Microbiologia Molecular da Escola de Medicina da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, pode contribuir para o desenvolvimento de um novo fármaco que impediria o parasita causador da leishmaniose de infectar e se proliferar em humanos.

Nos últimos anos, o grupo de pesquisadores da USP tem se dedicado a entender como o parasita causador da leishmaniose se relaciona com o homem e quais materiais utiliza para assegurar sua sobrevivência ao infectar um hospedeiro.

Um desses materiais identificados pelos pesquisadores de diferentes países que estudam a doença é a arginase (enzima de uma via metabólica das Leishmanias que é fundamental para o crescimento do parasita e está compartimentada em seu glicossoma).

Na pesquisa foi demonstrada que a compartimentalização adequada da arginase no glicossoma da Leishmania amazonensis é importante para a atividade e para possibilitar que o parasita infecte o hospedeiro.

" Demonstramos que a localização da arginase é importante dentro da fisiologia celular do parasita" , disse Lucile Maria Floeter-Winter, professora do IB e coordenadora do projeto.

Segundo Floeter-Winter, as constatações feitas no estudo abrem a possibilidade de se interferir no ciclo da doença, utilizando um novo medicamento que consiga inibir a enzima do parasita, por exemplo, de modo a interromper a infecção.

.A descoberta mais importante deste estudo foi identificar a importância da localização da arginase, que é um alvo importante para impedir que o parasita cresça em mamíferos. avaliou Floeter-Winter. " Como essa enzima está compartimentalizada dentro do glicossoma, do parasita na forma amastigota, do fagolissomo (lisossomo que realiza fagocitose) e dentro do macrófago, uma nova droga ou fármaco para leishmaniose deverá fazer todo esse percurso para inibir a arginase: atravessar a membrana do macrófago, do fagossomo, do parasita e do glicossoma. E isso representa um caminho árduo" , avaliou a pesquisadora.

Os resultados da pesquisa, apoiada pela FAPESP, foram publicados na revista PLoS One e apresentados em conferência realizada da 64ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).

Veja o abstract do estudo

Doença Negligenciada

Atualmente a doença é tratada com o uso de antimoniais pentavalentes , tratamento considerado caro, tóxico e ineficaz no combate ao protozoário Leishmania.

A leishmaniose é considerada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) uma das chamadas " doenças negligenciadas" , por atingir populações pobres de países em desenvolvimento e, por isso mesmo, não receber a devida atenção da indústria farmacêutica para pesquisa de novos medicamentos.

Com informações da Agência Fapesp

Fonte: Isaude.net
   Palavras-chave:   Leishmaniose    Parasita    Arginase    Leishmania    Lucile Maria Floeter-Winter    64ª Reunião Anual da SBPC      
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