Ciência e Tecnologia
publicado em 25/07/2012 às 09h23:00
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Foto: Stony Brook University
Equipe de pesquisa, da direita para esquerda, Marcia Simon, Michael Hadjiargyrou, (em pé), Tatsiana Mironava e Miriam Rafailovich
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Equipe de pesquisa, da direita para esquerda, Marcia Simon, Michael Hadjiargyrou, (em pé), Tatsiana Mironava e Miriam Rafailovich

Inspirados por um estudo europeu, pesquisadores da Stony Brook University, nos Estados Unidos, analisaram o impacto da exposição aos raios ultravioletas emitidos por lâmpadas fluorescentes compactas (CFL) sobre os tecidos da pele humana saudável (in vitro).

Equipe liderada pela pesquisadora Miriam Rafailovich coletou lâmpadas CFL compradas em diferentes lugares nos municípios de Suffolk e Nassau, e então mediu a quantidade de emissões UV e a integridade dos revestimentos de fósforo de cada lâmpada. Os resultados revelaram níveis significativos de UVC e UVA, que pareciam originar de fissuras nos revestimentos de fósforo, presentes em todas as lâmpadas estudadas.

Lâmpadas fluorescentes não devem ser usadas em distâncias muito curtas e são mais seguras quando colocadas atrás de uma tampa de vidro.

A equipe então utilizou as mesmas lâmpadas para avaliar o efeito da luz sobre células saudáveis do tecido da pele humana, incluindo: fibroblastos, um tipo de célula encontrada no tecido conjuntivo que produz o colágeno; e queratinócitos, uma célula epidérmica que produz queratina, o material estrutural chave na camada exterior da pele humana. Os testes foram repetidos com lâmpadas incandescentes de mesma intensidade e com a introdução de nanopartículas de Dióxido de Titânio (TiO2), que são encontradas em produtos de cuidados pessoais normalmente utilizados para a absorção de UV.

"Nosso estudo revelou que a resposta das células da pele saudável à radiação de UV emitida por lâmpadas CFL é consistente com os danos da radiação ultravioleta", disse a professora Rafailovich. "Os danos das células da pele foram menores quando baixas dosagens de nanopartículas de TiO2 foram introduzidas nas células da pele antes da exposição." Rafailovich destaca que a luz incandescente de mesma intensidade não teve nenhum efeito sobre as células da pele saudável, com ou sem a presença de TiO2.

"Apesar de economizarem energia, os consumidores devem ter cuidado ao utilizar lâmpadas fluorescentes compactas", aconselha Rafailovich. "Nossa pesquisa mostra que é melhor evitar usá-las em distâncias muito curtas e que elas são mais seguras quando colocado atrás de uma tampa de vidro adicional."

Estudo foi publicado na revista Photochemistry and Photobiology

Efeitos nocivos de lâmpadas CFL para a pele

Fonte: Isaude.net
   Palavras-chave:   Lâmpada fluorescente compacta    CFL    Lâmpada fluorescente    Efeitos nocivos    Pele    Pele humana      
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