Saúde Pública
publicado em 22/07/2012 às 13h19:00
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Cerca de 20 mil pessoas são esperadas para a 64ª Reunião Anual da SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência), entre os dias 22 e 27 de julho, em São Luís, no Maranhão. A Reunião, que este ano tem como tema central " Ciência, Cultura e Saberes Tradicionais para Enfrentar a Pobreza" , acontecerá no campus da UFMA (Universidade Federal do Maranhão).

Serão realizadas 61 conferências, 66 mesas redondas, 48 minicursos, além de outras atividades como reuniões de trabalho, assembleias, sessões de pôsteres e encontros para a discussão sobre os avanços da ciência nas diversas áreas do conhecimento, e um fórum de debates de políticas públicas em C&T.

"Este é o maior evento científico do Brasil com a participação de autoridades, gestores do sistema nacional de ciência e tecnologia e representantes de sociedades científicas," afirma a coordenadora geral da 64ª reunião e secretária-geral da SBPC, Rute Gonçalves de Andrade.

Entre os participantes estão o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, pesquisadores e cientistas renomados como o israelense Daniel Shechtman, Prêmio Nobel de Química de 2011, além de diversos dirigentes das sociedades científicas.

Também faz parte da programação da Reunião Anual a EXPOT&C, considerada a maior mostra de ciência e tecnologia das Américas. Os principais institutos de pesquisas, universidades, agências de fomento, entidades governamentais e outras organizações interessadas em apresentar novas tecnologias, produtos e serviços estarão presentes.

Outros eventos paralelos são a SBPC Jovem (programação voltada para estudantes do Ensino Básico e Profissionalizante), a SBPC Cultural (atividades artísticas regionais), a Sessão de Pôsteres e a Jornada Nacional de Iniciação Científica.

Pesquisas sobre os avanços na alimentação são destaque

Os avanços da pesquisa em alimentação, com foco na sustentabilidade e na fome oculta, serão abordados no Ciclo de Palestras Prêmio Péter Murányi, que ocorrerá no dia 26 de julho.

" São trabalhos que mostram os desafios da ciência na busca de soluções que aumentem a disponibilidade de alimentos de qualidade para a população e otimizem o uso dos recursos naturais" , afirma Vera Kiss, presidente da Fundação Péter Murányi, que coordenará o Ciclo de Palestras.

" As pesquisas finalistas são inovadoras, têm aplicabilidade prática e contribuem para a melhoria da qualidade de vida das populações situadas abaixo do paralelo 20 de latitude norte do globo, especialmente a brasileira" , defende a presidente.

Um dos trabalhos que será apresentado é o da pesquisadora Teresa Losada Valle, do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), vencedora do Prêmio. Ela ganhou R$ 150 mil da Fundação Péter Murányi pelo desenvolvimento de uma variedade de mandioca de mesa, a IAC 576-70, que contém mais vitamina A e tem maior produtividade e resistência a doenças. Por contribuir para a melhoria da qualidade da alimentação da população de baixa renda, essa variedade foi amplamente disseminada no Estado de São Paulo. Seu cultivo está sendo também expandido para Santa Catarina, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal.

Ainda nessa linha será apresentado o resultado de um trabalho feito pela Embrapa Agroindústria de Alimentos. Trata-se da BioFORT, rede de pesquisa que visa aumentar a quantidade de nutrientes de oito tipos de cultivos. Já foram lançadas variedades comerciais do arroz, do feijão, do feijão caupi, da batata e da mandioca, beneficiando milhares de produtores dos assentamentos de sem terra. Atualmente, a rede opera projetos-pilotos no Maranhão, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Sergipe. A apresentação do trabalho será feita pelo pesquisador José Luiz Viana de Carvalho.

Na linha da sustentabilidade está outro trabalho desenvolvido por pesquisadores do Laboratório de Tecnologia de Alimentos da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) Darcy Ribeiro, em Campos dos Goytacazes (RJ), que possibilitou o aproveitamento total da fruta do maracujá. A casca e as sementes da fruta, que geralmente vão para a lata do lixo, são processadas por uma indústria do Estado do Rio de Janeiro, graças às pesquisas desse Laboratório. São transformadas em farinha e óleo, com grande potencial de utilização na indústria de cosméticos e de alimentos, inclusive para consumo direto na dieta das pessoas. Esse trabalho será apresentado pela pesquisadora Suelen Alvarenga Regis.

Com informações da SBPC

Fonte: Isaude.net
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