Ciência e Tecnologia
publicado em 15/07/2012 às 14h12:00
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Droga que utiliza "golpe duplo" para matar células leucêmicas tem potencial para ser nova abordagem de tratamento para pacientes com leucemia mielóide aguda (LMA).

Cerca de 30% dos pacientes com a condição têm falhas no gene FLT3, que estão ligadas a leucemias mais agressivas e baixa sobrevida. Atualmente existem drogas que atuam sobre essas falhas, mas a doença acaba por desenvolver resistência a elas, fazendo com que os tratamentos sejam ineficazes.

Com objetivo de combater esta resistência, pesquisadores do Institute of Câncer Research (ICR), no Reino Unido, desenvolveram droga única capaz de atacar células de LMA em duas frentes. O medicamento bloqueia tanto a proteína produzida pelo gene FLT3 defeituoso, quanto proteína chave, chamada Aurora quinase, ambas envolvidas na condução do crescimento do câncer.

Em células de sangue saudáveis, o gene FLT3 envia um sinal dizendo quando as células devem se proliferar, enquanto Aurora quinase desempenha papel na divisão celular. Células leucêmicas com gene FLT3 defeituoso podem se proliferar fora de controle, enquanto níveis elevados de Aurora quinase causam erros durante a divisão celular. A droga desenvolvida pelos pesquisadores do Reino Unido é capaz de bloquear os dois mecanismos que promovem o crescimento da leucemia.

O medicamento também é capaz de destruir as células mesmo se elas desenvolverem novas falhas nos genes FLT3 que as tornariam resistentes a outros inibidores.

A combinação levou à remissão completa em metade dos camundongos tratados com este fármaco, em comparação a apenas 25% de resultado de outra droga existente, que apenas bloqueia o FLT3.

"Tem havido grande interesse no uso de medicamentos FLT3 para tratar Leucemia Mielóide Aguda, mas sua eficácia foi limitada porque as células de leucemia desenvolvem novas falhas no gene FLT3, causando resistência" , explica o líder do estudo Spiros Linardopoulos. "O nosso novo medicamento tem o potencial para superar isto e tem uma gama de utilizações possíveis em LMA - como uma primeira linha de ataque para pacientes com FLT3 defeituosos, em particular em pessoas com mais de 60 anos que não toleram bem a quimioterapia, e também para tratar pacientes com leucemia que tiveram recaída".

"Estamos entusiasmados com o potencial da nova droga ' golpe duplo' e agora estamos planejando levá-la em experimentos clínicos para ver se é eficaz em pacientes", conclui o pesquisador envolvido no estudo Paul Workman.

Pesquisa foi publicada na Leukaemia.

Fonte: Isaude.net
   Palavras-chave:   FLT3    FLT3 gene    Aurora quinase    Leucemia    Leucemia mielóide aguda   
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