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publicado em 15/07/2012 às 12h45:00
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Foto: Erasmo Salomão - Ascom/MS
Alexandre Padilha, ministro da Saúde e presidente do Conselho Nacional de Saúde
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Alexandre Padilha, ministro da Saúde e presidente do Conselho Nacional de Saúde

As pessoas que utilizam o Sistema Único de Saúde (SUS) são atendidas, principalmente, nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), que também são conhecidas como postos ou centros de saúde. Essas unidades estão perto de onde as pessoas moram, trabalham, estudam e vivem. Por isso, estamos investindo para que a população tenha cada vez mais uma assistência de qualidade e humanizada nessas unidades. Nossa meta é modernizar e qualificar o atendimento à população, com base na construção de novas e mais amplas unidades, além de melhorar as condições de trabalho dos profissionais de saúde.

A imagem daquele postinho acanhado, sem condições de trabalho, desconfortável para a população e sem atração para os médicos, tem que ser página virada no SUS. Sabemos que esse é um grande desafio. Mas o Brasil, ao ser o único país do mundo com mais de 100 milhões de habitantes a aceitar a tarefa de levar saúde pública universal, integral e gratuita a toda sua população, não pode fugir desse desafio. Para iniciar esta caminhada, o Ministério da Saúde lançou a estratégia Saúde mais perto de você.

Estamos trabalhando em todo o país, em parceria com estados e municípios, para mudar a cara de quase 15 mil serviços de saúde presentes nos bairros: as novas UBS. São mais de 3 mil sendo construídas em novos terrenos ou bairros com maior concentração de pobreza; mais de 5 mil sendo ampliadas para terem consultórios, salas de procedimentos e recepção mais modernas e mais de 5 mil sendo totalmente reformadas para atenderem a novos padrões de qualidade estabelecidos pelo Ministério da Saúde.

Pesquisa feita pelo Ministério da Saúde aponta que a população já procura essas unidades nos bairros onde moram, em mais de 81% dos casos para o seu primeiro atendimento. A pesquisa revela também que a população aprova em 78% o atendimento recebido. Queremos, no entanto, que essas unidades tenham estrutura para resolver o problema de saúde das pessoas, para, com isso, reduzir o tempo de espera para o atendimento e tratamento.

Além de modernizar a estrutura das novas UBS, o ministério também investe em seus trabalhadores e trabalhadoras. Desde novembro do ano passado, 71% dos municípios brasileiros aderiram ao incentivo de qualidade do Saúde mais perto de você. O Ministério da Saúde, com universidades, está fazendo uma avaliação in loco da qualidade do atendimento dessas unidades. Estamos verificando a estrutura, o tempo de atendimento e realizando pesquisas com usuários.

É preciso levar médicos para mais perto da população se quisermos resolver, no tempo adequado, os problemas de saúde, sobretudo nas novas unidades localizadas nos bairros mais pobres das grandes cidades e no interior do país. Por isso, numa parceria com o Ministério da Educação, criamos novos incentivos para os médicos. Um deles é que todo médico que se formou, ou que tiver estudando com o empréstimo do financiamento estudantil, terá sua dívida abatida ao trabalhar nas novas unidades do SUS.

Outra opção para o médico que trabalhar por um ano nessas novas unidades, sob a supervisão do Ministério da Saúde e de uma faculdade de medicina, é ganhar pontos quando prestar a prova de especialidade médica. Além desses incentivos, foram abertas mais de 2,4 mil vagas para cursos de medicina, sendo a maioria no Norte e Nordeste e quase a totalidade no interior do país. Facilitar o acesso dos jovens do interior e dos bairros mais pobres aos cursos de medicina é um passo estruturante para termos médicos mais perto da população.

Investir no atendimento com qualidade mais perto de onde as pessoas vivem traz benefícios imediatos. Um exemplo é que, em 2011, com a Rede Cegonha, reduzimos em 21% os óbitos maternos comparados a 2010, alcançando uma marca histórica. Um dos principais motivos é porque ampliamos o acesso das gestantes ao pré-natal.

Outro exemplo é que, em 10 anos, o Brasil reduziu em 31% a mortalidade por doenças cardiovasculares e em 20% por doenças crônicas não transmissíveis, e a distribuição de remédio de graça para hipertensão e diabetes na Farmácia Popular, desde o ano passado, deverá reduzir ainda mais esses índices. Trabalhar a promoção da saúde também traz ótimos resultados. Até 2014, serão construídas 4 mil academias da saúde. Estudo do Ministério da Saúde aponta que, onde existe espaço público para prática da atividade física, as pessoas são mais ativas em até 30%. Tudo isso ajuda a comprovar que uma boa saúde começa mais perto de onde moramos, trabalhamos, estudamos e vivemos.

Fonte: MINISTÉRIO DA SAÚDE
   Palavras-chave:   Sistema Único de Saúde    SUS    Unidades Básicas de Saúde    UBS    Alexandre Padilha   
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