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publicado em 11/07/2012 às 11h39:00
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A decisão da Agência Nacional de Saúde (ANS) de proibir a comercialização de 268 planos de saúde por 37 operadoras provocou reações diversas nas empresas, que se pronunciaram por meio de notas. A Unimed Guararapes Cooperativa de Trabalho Médico, de Jaboatão dos Guararapes (PE), informou que ingressará na Justiça contra a medida.

" Discordamos da maneira como foi conduzida a análise para a suspensão dos planos de saúde pela ANS. O mecanismo criado pela ANS não permite uma situação fidedigna do atendimento aos beneficiários, por ignorar as deficiências existentes na localidade de atuação das operadoras" , declarou, ressaltando que existe deficiência de leitos nos hospitais privados e de profissionais médicos.

A Unimed Paulistana Cooperativa de Trabalho Médico, preferiu tranquilizar seus clientes e informou que ainda não foi notificada formalmente da decisão da agência reguladora. Alegou, no entanto, que já vem adotando medidas para analisar em maior profundidade a situação, o que deverá ocorrer em curto prazo.

" As ações tomadas neste sentido ainda não se evidenciaram no relatório da ANS, o que certamente irá ocorrer em um breve período de tempo. Entendemos que esta medida tomada pela ANS visa a permitir que estas operadoras de plano de saúde se organizem e se estruturem mais adequadamente."

A Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge) disse que vai analisar a lista divulgada pela ANS. " Entre as operadoras de medicina de grupo notificadas, deverão ser ponderados quais os motivos para o ato da agência, assim como a localização, tipo de serviço e também número de usuários beneficiados."

Sobre a necessidade de cumprir prazos máximos de atendimento, a Abramge disse que a maior parte do que está definido em norma já é exercido pelo mercado. Salientou, ainda, que os médicos têm controle total sobre suas agendas de marcação, assim como os laboratórios para exames.

A Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), que representa 15 grupos de operadoras privadas de assistência à saúde, declarou que aguardará que as operadoras atingidas se pronunciem para depois se manifestar.

A Unimed Brasília Cooperativa de Trabalho informou, por meio de sua assessoria, que a diretoria estava reunida e só irá se pronunciar amanhã (11). A Unimed Federação Interfederativa das Cooperativas Médicas do Centro-Oeste e Tocantins e a Unimed Maceió Cooperativa de Trabalho foram procuradas por telefone, mas não houve resposta às chamadas.

Fonte: AGÊNCIA BRASIL
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