Saúde Pública
publicado em 11/07/2012 às 09h44:00
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Foto: Doug Jordan/M.A./CDC
Vacina aplicada para proteger contra infecções pelo vírus H1N1pode levar pacientes a desenvolver síndrome que afeta controle dos músculos
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Vacina aplicada para proteger contra infecções pelo vírus H1N1pode levar pacientes a desenvolver síndrome que afeta controle dos músculos

Pesquisadores canadenses descobriram que a vacina contra a gripe H1N1, popularmente conhecida como gripe suína, está associada a um risco pequeno, porém significativo de uma doença neurológica conhecida como Síndrome de Guillain-Barré.

Contudo, os resultados sugerem que os benefícios da vacina compensam o risco.

A síndrome atinge os nervos e afeta os movimentos. Aos poucos, o paciente perde reflexos e a capacidade de controle dos músculos. Nos casos mais graves, a função respiratória é prejudicada. Pesquisadores acreditam que essa síndrome é autoimune, ou seja, é causada por uma reação exagerada do próprio sistema de defesa do corpo, que passa a atacar os nervos. O processo seria desencadeado por algum agente externo.

O líder da pesquisa Philippe De Wals, da Universidade Laval e seus colegas conduziram um estudo para avaliar o risco da condição após a administração da vacina contra a pandemia de gripe.

No outono de 2009, uma campanha de vacinação foi lançada em Quebec contra a cepa pandêmica de H1N1. Até o final do ano, 4,4 milhões de moradores foram vacinados. O estudo incluiu o acompanhamento durante o período de 6 meses de outubro de 2009 a março de 2010 para os casos suspeitos e confirmados da síndrome.

Durante o período de 6 meses, 83 casos confirmados da Síndrome de Guillain-Barré foram identificados. Vinte e cinco casos confirmados foram vacinados contra a gripe 2009, 8 semanas ou menos antes do início da doença, com a maioria sendo vacinada 4 semanas ou menos antes do início.

A análise dos dados indicou um risco pequeno, mas significativo da síndrome após a vacinação da gripe A (H1N1). O número de casos atribuíveis à vacinação foi de aproximadamente 2 por 1 milhão de doses. O excesso de risco foi observado apenas em pessoas de 50 anos de idade ou mais.

"O risco individual de internação após uma infecção por vírus influenza documentado foi de 1 por 2.500 e o risco de morte foi 1 em 73 mil. A vacina H1N1 foi muito eficaz na prevenção de infecções e complicações. Acreditamos que os benefícios da imunização compensam os riscos", concluem os autores.

Fonte: Isaude.net
   Palavras-chave:   H1N1    Gripe suína    Síndrome de Guillain-Barré    Philippe De Wals    Universidade Laval   
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