Ciência e Tecnologia
publicado em 10/07/2012 às 18h12:00
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Pacientes que usam novas tecnologias de controle do diabetes vivem melhor

 
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Pesquisa realizada pela indica que novas tecnologias para ajudar portadores de diabetes tipo 1 funcionam melhor do que métodos tradicionais e requerem menos picadas de agulha. Os resultados do estudo, publicados na versão online da revista , desta terça-feira (10), sugerem que, embora estas tecnologias sejam mais caras, os usuários de bombas de insulina estão mais satisfeitos com seu tratamento e qualidade de vida do que aqueles que se dão injeções da substância várias vezes ao dia.

Indivíduos com diabetes tipo 1 precisam de insulina para manter os níveis de açúcar no sangue estáveis. As pessoas com a disfunção monitoram seus níveis de glicose frequentemente, geralmente através da punção de seus dedos, várias vezes ao dia, para obterem sangue e utilizarem um monitor de glicose com tiras de teste para detectar quantidades de açúcar no sangue.

No estudo, foram revisados dados de 33 ensaios clínicos aleatórios que compararam as novas tecnologias aos métodos convencionais. Os novos tratamentos observados foram os dispositivos de monitoramento contínuo de glicose e as bombas de insulina.

Os pesquisadores descobriram que crianças, adolescentes e adultos com diabetes tipo 1, que usavam o monitoramento contínuo, tinham níveis mais baixos de glicose no sangue do que aqueles que utilizavam o teste de picada no dedo. Eles também ficaram menos tempo com muito açúcar no sangue (hiperglicemia).

"Nosso estudo foi projetado para ajudar médicos e pacientes a entender melhor a eficácia das bombas de insulina e sensores de açúcar no sangue que fornecem monitoramento de glicose constante em comparação com abordagens convencionais", diz o autor do estudo, médico Sherita Hill Golden.

Os tratamentos

Os dispositivos de monitoramento contínuo controlam os níveis de açúcar no sangue dia e noite, a cada cinco minutos, usando um sensor que é ligado ao abdômen com uma pequena agulha presa por uma fita. As bombas de insulina são dispositivos conectados a um pequeno tubo e agulha que passa sob a pele na região da barriga. Pessoas com diabetes podem programar o aparelho apertando um botão com base em medições de punção digital de glicose ou ligando a bomba para o monitoramento contínuo.

No método tradicional, os pacientes precisam picar os dedos de duas a quatro vezes por dia para garantir que o dispositivo esteja funcionando corretamente, mas esse número pode chegar a 10 vezes por dia em casos de pessoas que precisem de controle rigoroso do açúcar no sangue.

Sem essa estabilidade, diabéticos podem ter complicações crônicas e graves, incluindo cegueira e danos nos tecidos. Entre 5% e 10% das pessoas com diabetes têm o tipo 1.

Fonte: Isaude.net
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