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publicado em 10/07/2012 às 12h46:00
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Foto: Mike Cohea/Brown University
Karl Kelsey (a esq.), autor sênior da pesquisa
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Karl Kelsey (a esq.), autor sênior da pesquisa

Pesquisadores da Brown University, nos Estados Unidos, desenvolveram uma técnica capaz de diagnosticar vários tipos de câncer através da análise do DNA dos leucócitos, células do sistema imune.

Os resultados, publicados na revista Cancer Epidemiology, Biomarkers, and Prevention, mostram que diferenças na assinatura química do DNA dos leucócitos se correlacionam com cânceres específicos e outras doenças, tornando a técnica potencialmente valiosa para diagnóstico e monitoramento de doenças.

Quando uma pessoa está doente, há um sinal no sangue, uma mistura diferente de vários tipos de leucócitos. Agora os pesquisadores descobriram uma maneira de detectar essas misturas em amostras de sangue.

A chave para a nova técnica é que os cientistas identificaram em cada tipo de leucócitos uma alteração química única no DNA, chamada metilação. Ao detectar essas assinaturas genéticas em uma amostra de sangue do paciente e aplicando uma análise matemática, os pesquisadores são capazes de determinar os níveis relativos de diferentes leucócitos e correlacionar isso com doenças específicas.

"Você pode simplesmente olhar para o DNA e discernir a partir da metilação a abundância de diferentes tipos de leucócitos. É uma forma mais fácil de analisar o sistema imunológico de várias pessoas", afirma o pesquisador Karl Kelsey.

Outros testes utilizando citometria de fluxo já conseguem classificar a abundância de diferentes leucócitos em uma amostra de sangue, mas requerem que o sangue esteja fresco e as membranas celulares intactas.

Como o DNA em uma amostra de sangue permanece o mesmo depois que as células já morreram e foram degradadas, o teste baseado na detecção da metilação pode ajudar os médicos ou pesquisadores a analisar uma amostra de sangue do paciente mais velha.

Para o trabalho, os pesquisadores testaram a técnica para distinguir com precisão quais as amostras de sangue de pacientes tinham carcinoma de cabeça e pescoço, câncer de ovário ou câncer de bexiga.

Usando a metilação para determinar as populações de leucócitos em cada amostra, eles puderam prever que as amostras tinham 10 vezes mais chance de ter vindo de pacientes com câncer de ovário, seis vezes mais chance de ser de um paciente com câncer de cabeça e pescoço ou duas vezes mais provável de ser de um paciente com câncer de bexiga.

"Nossa abordagem representa uma maneira simples, mas poderosa e uma ferramenta nova e importante para a investigação médica e pode servir como um catalisador para futuros diagnósticos de doenças baseados em amostras de sangue", concluem os autores.

Fonte: Isaude.net
   Palavras-chave:   Células imunes    DNA    Leucócitos    Metilação    Brown University    Karl Kelsey   
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