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publicado em 08/07/2012 às 14h38:00
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Pesquisa desenvolvida na Universidade de São Paulo (USP) abre caminho para um tratamento mais eficaz da ceratite fúngica, uma infecção na córnea causada por fungos e que pode levar à cegueira. O estudo desenvolveu um antifúngico em formulação líquida que, após a aplicação, se geleifica. O material possui uma propriedade chamada de mucoadesiva que também favorece a retenção da fórmula no olho. Dessa forma, uma maior quantidade de antifúngico chegaria aos tecidos infectados.

Nos países em desenvolvimento, segundo o professor Eduardo Melani Rocha, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP, a ceratite fúngica atinge 9 pessoas por milhão de habitantes e está diretamente vinculada à atividade agrícola. Segundo especialistas, não existe tratamento eficaz para a ceratite fúngica, uma vez que o próprio mecanismo de proteção dos olhos, como piscar e lacrimejar, elimina rapidamente os colírios convencionais, fazendo com que o medicamento não chegue aos tecidos infectados em quantidade suficiente.

Para o professor, o trabalho desenvolvido na FCFRP pode abrir caminho para formulações específicas para o uso em infecção ocular e assim atender adequadamente as pessoas com infecção fúngica nos olhos, pois não existe produto desse tipo no mercado.

A pesquisa foi realizada pela farmacêutica Taís Gratieri na Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto. Os testes de permeação, ou seja, os testes realizados para se determinar o quanto de antifúngico chegaria aos tecidos infectados, foram feitos em córneas retiradas de porcos e em coelhos vivos. Já os testes de retenção feitos para se verificar quanto tempo a solução permanece no olho foi feito em humanos saudáveis, por isso, sem o antifúngico. A pesquisa também passou por testes com humanos

Ceratite fúngica no Brasil

Estudo realizado por pesquisadores da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP, revelou que a incidência da ceratite fúngica no Brasil é maior nos meses de seca, em homens com atividade agrícola, sugerindo que a doença está relacionada à atividade agrícola extensiva, ou seja, ao corte e colheita de cana de açúcar, laranja e café.

O objetivo do estudo, segundo o professor Eduardo Melani Rocha, do Departamento de Oftalmologia e Otorrinolaringologia, foi chamar a atenção para o problema e ao identificar os fatores de risco, propor medidas preventivas. " A ceratite fúngica é uma doença grave, com alto risco de levar a cegueira do olho acometido e atinge principalmente pacientes de baixa renda, muitas vezes sem proteção adequada no exercício do trabalho. Além disso, não existem remédios específicos aprovados para o seu tratamento. São usados remédios aprovados para outras doenças fúngicas, adaptados para o uso ocular."

Dados da literatura médica indicam que a doença atinge de 0,3 a 0,5 pessoas por milhão de habitantes em países desenvolvidos e 9 pessoas por milhão de habitantes, em países em desenvolvimento. " No Brasil a maioria dos pacientes é de trabalhadores que sofrem acidentes oculares superficiais, durante a atividade laboral, principalmente com vegetais. Em países com predomínio de agricultura de subsistência, a estação úmida, as monções na Ásia e África, por exemplo, também têm a maior incidência. Já nos países desenvolvidos ela é predominante naqueles que fazem mal uso de lentes de contato" , diz o professor.

Com informações da USP

Fonte: Isaude.net
   Palavras-chave:   Ceratite fúngica    Antifúngico    USP    Infecção na córnea    Universidade de São Paulo   
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