Ciência e Tecnologia
publicado em 04/07/2012 às 14h26:00
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Estudo publicado na revista Nature Neuroscience explica porque entre pessoas que sofreram lesões semelhantes, algumas desenvolvem dor crônica, enquanto outras se recuperam e não sentem mais dor. Resultados da investigação sugerem que a dor "está na cabeça" - literalmente.

A pesquisa se baseia em imagens do cérebro de pacientes com dor nas costas que foram acompanhados por vários anos. O projeto reúne evidências de que a dor crônica surge quanto duas seções do cérebro conversam intensamente entre si logo após o acidente original. Essas regiões cerebrais estão relacionadas ao comportamento emocional e motivacional.

Os cientistas conseguiram prever, com 85% de precisão, no início do estudo, quais participantes iriam desenvolver a dor crônica, usando para isso apenas o nível de interação entre o córtex frontal e o núcleo accumbens - estrutura cerebral ligada à sensação do prazer . Quanto mais as duas regiões se comunicam, maior é a chance de um paciente desenvolver a dor crônica.

A descoberta dá uma nova direção para o desenvolvimento de terapias para as chamadas "dores intratáveis", que afetam milhões de adultos.

O estudo mostra ainda que quanto mais emocionalmente o cérebro reage à lesão inicial, mais provável é que a dor persistirá após a cura da lesão. "A lesão por si só não é suficiente para explicar a dor contínua. Ela tem a ver com a lesão combinada com o estado do cérebro", diz a pesquisadora envolvida no estudo Vania Apakarian, da Universidade de Northwestern (EUA).

"Pode ser que estas seções do cérebro sejam mais excitadas no início em certos indivíduos, ou pode haver influências genéticas e ambientais que predisponham essas regiões do cérebro a interagir em um nível emotivo", continua a pesquisadora.

Ela explica que o núcleo accumbens é um importante centro, que "ensina" o resto do cérebro como avaliar e reagir ao mundo exterior, desta forma, existe a possibilidade de essa região do cérebro usar o sinal de dor para "ensinar" o resto do cérebro a desenvolver uma dor crônica.

Fonte: Isaude.net
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