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publicado em 04/07/2012 às 11h18:00
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Cientistas britânicos reprogramaram células-tronco encontradas no líquido amniótico, a bolsa d'água que envolve o feto durante a gestação, a um estado semelhante ao das células-tronco embrionárias sem introduzir genes extras.

Os resultados, publicados na revista Molecular Therapy, levantam a possibilidade de que as células-tronco derivadas do líquido amniótico podem ser armazenadas em bancos e utilizadas para terapias e pesquisas, proporcionando uma alternativa viável para o número limitado de células estaminais embrionárias atualmente disponíveis.

Para o trabalho, os pesquisadores do Imperial College London usaram células-tronco de líquido amniótico doado por mães submetidas à amniocentese para outros fins durante o primeiro trimestre da gravidez.

As células-tronco embrionárias podem se transformar em qualquer tipo de célula, característica conhecida como pluripotência. Em função dessa capacidade, elas estão entre as grandes esperanças da medicina do futuro. Em tese, seria possível usá-las para reconstruir tecidos danificados, como um coração que sofreu infarto.

Os cientistas conseguiram fornecer às células-tronco retiradas da bolsa que acomoda e nutre o bebê no útero a mesma capacidade de pluripotência das células embrionárias.

As células foram cultivadas em uma mistura de proteína gelatinosa no laboratório e reprogramadas para um estado mais primitivo por meio da adição de uma droga chamada ácido valpróico. Elas passaram a apresentar funções como de células do fígado, dos ossos e do sistema nervoso.

Mesmo depois de crescer em cultura durante algum tempo, as células reprogramadas foram capazes de se desenvolver em diferentes tipos de células funcionais. Elas também mantiveram a pluripotência, mesmo depois de terem sido congeladas.

Os resultados sugerem que as células-tronco derivadas do líquido amniótico poderiam ser utilizadas em tratamentos para uma ampla gama de doenças. Células doadas podem ser armazenadas em bancos e utilizadas em tratamentos, bem como na investigação e rastreio de doenças e medicamentos.

De acordo com a equipe, alternativas às células-tronco embrionárias são muito procuradas por causa de preocupações éticas e da disponibilidade limitada de embriões doados. O novo estudo é o primeiro a induzir a pluripotência em células humanas sem o uso de material genético extra. As células pluripotentes derivadas do líquido amniótico também mostraram algumas características associadas com células estaminais embrionárias que não foram encontrados em células estaminais pluripotentes induzidas provenientes de outras fontes.

Veja mais detalhes sobre esta pesquisa (em inglês).

Fonte: Isaude.net
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